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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Samuel Barber

"How awful that the artist has become nothing but the after-dinner mint of society."


Samuel Osborne Barber II was born in March 9th, 1910, and passed away in January 23rd, 1981.

Samuel Barber often confuses critics. He founded no school; he stuck to no one style. As a public figure, he seemed aloof from the various critical fights of American music: tonal vs. atonal, Stravinsky vs. Schoenberg, and old-guard vs. modern.

Barber seemed just to write music, and, in so doing, became controversial, someone to be attacked or defended.

In 2004, Barber's masterpiece «Adagio for Strings» was voted the saddest classical work ever by listeners of the BBC's Today programme, ahead of Dido's Lament from «Dido and Æneas» by Henry Purcell, and the Adagietto from Gustav Mahler's 5th symphony.

It can be heard in films such as Platoon, The Elephant Man, El Norte, Amélie, Lorenzo's Oil and Reconstruction.

Barber was president of the International Music Council of UNESCO, where he did much to bring into focus and ameliorate the conditions of international musical problems.

He was the recipient of numerous awards and prizes including the American Prix de Rome and two Pulitzers.

He was elected to the American Academy of Arts and Letters.

RIC

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Procuro à noite…


Há uma voz de sempre
Que chama por mim
Para que eu lembre
Que a noite tem fim

Ainda procuro
Por quem não esqueci
Em nome de um sonho
Em nome de ti

Procuro à noite
Um sinal de ti
Espero à noite
Por quem não esqueci

Eu peço à noite
Um sinal de ti
Quem eu não esqueci
[Eu nunca esqueci]

Por sinais perdidos
Espero em vão
Por tempos antigos
Por uma canção

Ainda procuro
Por quem não esqueci
Por quem já não volta
Por quem eu perdi


… É este - mais coisa, menos coisa - o estado de espírito do momento. Não há volta a dar-lhe, nem resulta combatê-lo. Nada que seja novidade: chegou com a «quadra», instalou-se, foi-se deixando ficar. Mas há-de partir. Eu sei que sim.

… E a letra da bela canção dos «Sétima Legião» não podia vir mais a propósito. Como se tivesse sido escrita de propósito para revolver os meus sentimentos e as minhas emoções, tal como cantava Roberta Flack em «Killing Me Softly With His Song»…

O vídeo está aqui ao lado, na barra lateral. Recordem-no e/ou apreciem-no!

RIC

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

«Unforgettable»...


Unforgettable
That's what you are
Unforgettable
Though near or far

Like a song of love that clings to me
How the thought of you does things to me
Never before has someone been more

Unforgettable
In every way
And forever more
That's how you'll stay

That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too

Irving Gordon

• Nat King Cole (1951-52)
• Dick Hyman Trio (1954)
• Dinah Washington (1959)
• Nat King Cole & Natalie Cole (1991)

RIC

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

«Per Amore»...


Io conosco la tua strada
Ogni passo che farai
Le tue ansie chiuse e i vuoti
Sassi che allontanerai
Senza mai pensare che
Come roccia io ritorno in te…
Io conosco i tuoi respiri
Tutto quello che non vuoi
Lo sai bene che non vivi
Riconoscerlo non puoi
E sarebbe come se
Questo cielo in fiamme
Ricadesse in me
Come scena su un attore…

Per amore
Hai mai fatto niente
Solo per amore
Hai sfidato il vento e urlato mai
Diviso il cuore stesso
Pagato e riscommesso
Dietro a questa mania
Che resta solo mia

Per amore
Hai mai corso senza fiato
Per amore
Perso e ricominciato
E devi dirlo adesso
Quanto di te ci hai messo
Quanto hai creduto tu
In questa bugia
E sarebbe come se
Questo fiume in piena
Risalisse a me
Come china al suo pittore

Per amore
Hai mai speso tutto quanto la ragione
Il tuo orgoglio fino al pianto
Lo sai stasera resto
Non ho nessun pretesto
Soltanto una mania
Che resta forte e mia
Dentro quest'anima che strappi via
E te lo dico adesso
Sincero con me stesso
Quanto mi costa non saperti mia
E sarebbe come se
Tutto questo mare
Annegasse in me.

Andrea Bocelli

Eu conheço a tua estrada
Cada passo que darás
Teus desejos calados, teus vazios
Pedras que afastarás
Sem jamais pensar que
Como uma rocha
Volto sempre para ti…
Eu conheço a tua respiração
Tudo o que tu não queres
Sabes bem que não vives
Mas não queres reconhecê-lo
Só se este céu em chamas
Desabasse sobre mim
Como um cenário sobre um actor...
Por amor
Já fizeste alguma coisa
Apenas por amor
Já desafiaste o vento e gritaste
Já dividiste o próprio coração
Já pagaste e apostaste várias vezes
Nesta mania
Que continua a ser só minha
Por amor
Já correste até ficar sem fôlego
Por amor
Já te perdeste e recomeçaste
E tens de dizer agora
Quanto de ti puseste nesta história
Quanto acreditaste nesta mentira
Só se um rio se levantasse em mim
Como uma enchente
Como tinta-da-china de um pintor
Por amor
Já esgotaste tudo, a tua razão
O teu orgulho até ao pranto
Sabes, esta noite eu fico
Não tenho nenhum pretexto
Apenas uma mania
Que permanece forte e minha
Dentro desta alma que tu dilaceras
E digo-te agora
Sincero comigo mesmo
Quanto me custa não te saber minha
É como se todo este mar
Se afogasse em mim.

Tradução (literal) de RIC (sem pretensões poéticas)

sábado, 22 de setembro de 2007

«Le Métèque»


Paroles et musique – Georges Moustaki, 1969

Avec ma gueule de métèque,
De Juif errant, de pâtre grec
Et mes cheveux aux quatre vents.
Avec mes yeux tout délavés
Qui me donnent l'air de rêver,
Moi qui ne rêve plus souvent.
Avec mes mains de maraudeur,
De musicien et de rôdeur
Qui ont pillé tant de jardins.
Avec ma bouche qui a bu,
Qui a embrassé et mordu,
Sans jamais assouvir sa faim.

Avec ma gueule de métèque,
De Juif errant, de pâtre grec,
De voleur et de vagabond.
Avec ma peau qui s'est frottée
Au soleil de tous les étés
Et tout ce qui portait jupon.
Avec mon cœur qui a su faire
Souffrir autant qu'il a souffert,
Sans pour cela faire d'histoires.
Avec mon âme qui n'a plus
La moindre chance de salut
Pour éviter le purgatoire.

Avec ma gueule de métèque,
De Juif errant, de pâtre grec
Et mes cheveux aux quatre vents.
Je viendrai, ma douce captive,
Mon âme sœur, ma source vive,
Je viendrai boire tes vingt ans.
Et je serai prince de sang,
Rêveur ou bien adolescent,
Comme il te plaira de choisir.

Et nous ferons de chaque jour
Toute une éternité d'amour,
Que nous vivrons à en mourir.


Para amenizar o princípio do fim-de-semana, um pouco de cultura musical gaulesa – com suaves laivos de um helénico Mediterrâneo… – também sabe muito bem!
Apreciem «O Meteco» e façam do vosso fim-de-semana «une fête à en mourir»!… Também faz falta!

To brighten up the beginning of the weekend, a little bit of Gaul musical culture – with soft tones of a Hellenic Mediterranean… – also feels quite well! Enjoy «The Métèque» and turn your weekend also into a party to die for!… Sometimes you just need that!

RIC

terça-feira, 4 de setembro de 2007

«C'est en septembre» | «September Morn»


Paroles - Gilbert Bécaud & Maurice Vidalin
Musique - Gilbert Bécaud & Neil Diamond
(1977)




Les oliviers baissent les bras
Les raisins rougissent du nez
Et le sable est devenu froid
Au blanc soleil
Maîtres baigneurs et saisonniers
Retournent à leurs vrais métiers
Et les santons seront sculptés
Avant Noël

C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage tremble sous l'ombre
D'un automne débronzé
C'est en septembre
Que l'on peut vivre pour de vrai

En été mon pays à moi
En été c'est n'importe quoi
Les caravanes le camping-gaz
Au grand soleil
La grande foire aux illusions
Les slips trop courts, les shorts trop longs
Les hollandaises et leurs melons
De Cavaillon

C'est en septembre
Quand l'été remet ses souliers
Et que la plage est comme un ventre
Que personne n'a touché
C'est en septembre
Que mon pays peut respirer

Pays de mes jeunes années
Là où mon père est enterré
Mon école était chauffée
Au grand soleil
Au mois de mai, moi je m'en vais
Et je te laisse aux étrangers
Pour aller faire l'étranger moi-même
Sous d'autres ciels

Mais en septembre
Quand je reviens où je suis né
Et que ma plage me reconnaît
Ouvre des bras de fiancée
C'est en septembre
Que je me fais la bonne année

C'est en septembre
Que je m'endors sous l'olivier.















Stay for just a while
Stay, and let me look at you
It's been so long, I hardly knew you
Standing in the door
Stay with me a while
I only want to talk to you
We've traveled halfway round the world
To find ourselves again

September morn
We danced until the night became a brand new day
Two lovers playing scenes from some romantic play
September morning still can make me feel that way

Look at what you've done
Why, you've become a grown-up girl
I still can hear you crying
In the corner of your room
And look how far we've come
So far from where we used to be
But not so far that we've forgotten
How it was before

September morn
Do you remember how we danced that night away
Two lovers playing scenes from some romantic play
September morning still can make me feel that way

September morn
We danced until the night became a brand new day
Two lovers playing scenes from some romantic play
September morning still can make me feel that way.

… Será possível que estas canções tenham já 30 – trinta! – anos?…
Hoje deixo-vos com a francesa cantada por Bécaud, uma letra claramente mediterrânica.
Noutro dia ouvirão a versão mais «romântica» de Neil Diamond, de que me lembro sempre que Setembro chega e o Verão se despede…

RIC

terça-feira, 28 de agosto de 2007

João Domingos Bomtempo


Nasce em Lisboa a 28 de Dezembro de 1775, filho de um oboísta italiano, Francesco Saverio Bomtempo, e de uma portuguesa. Realiza os primeiros estudos musicais com o pai, oboísta da orquestra real de D. José, continuando-os mais tarde no Seminário Patriarcal de Lisboa. Aos 14 anos torna-se cantor na capela real da Bemposta e, aos 20, por falecimento do pai, substitui-o no cargo de oboísta da Real Câmara.

Em 1801, com 26 anos, parte para Paris para aprofundar os seus estudos musicais, nomeadamente do piano, tendo-se aí tornado amigo de Clementi, Cramer, Field e Dussek, entre outros.

Inicia-se um período de grande notoriedade para Bomtempo, quer como pianista, quer como compositor e, mais tarde, como professor. Surgem as primeiras publicações de composições suas (Grande Sonata para piano, op. 1, e os primeiros dois concertos para piano, op. 2 e 3 respectivamente), e afirma-se a sua popularidade em Paris, onde brilha nos salões como solista.

Contudo, as invasões napoleónicas da península Ibérica comprometem a sua estada em França, pelo que abandona Paris em 1810.

O período de 1810 a 1814, em que permanece ininterruptamente em Londres, é fértil em produções, entre as quais, por exemplo, as 3 Grandes Sonatas, op. 9, o Hino Lusitano, op. 10, a I Grande Sinfonia, op. 11, a Marcha de Lord Wellington, bem como outras sonatas e concertos.

Com o afastamento do perigo napoleónico e a reorganização da Europa saída do Congresso de Viena de 1815, a mobilidade de Bomtempo é muito maior, passando a circular sem constrangimentos entre Londres, Paris e Lisboa. Compõe a cantata A Paz da Europa e, paralelamente, desenvolve a sua actividade pedagógica publicando em Londres uma obra didáctica "Elementos de Música e Método de Tocar Pianoforte", a qual é, segundo afirma na dedicatória, "oferecida à Nação Portuguesa".

De regresso a Portugal, dedica-se à composição da que é considerada a sua obra-prima, o Requiem em Memória de Camões, integrada no mesmo espírito de revivalismo que tinha originado a publicação da famosa edição de «Os Lusíadas» pelo Morgado de Mateus em França.

Em 1820, e na sequência do movimento liberal em Portugal, Bomtempo regressa a Lisboa, desde logo mostrando-se simpatizante da causa e compondo diversas obras evocativas desses novos tempos.

É o caso, por exemplo, da Missa "composta em obséquio da Regeneração Portuguesa" que será executada, juntamente com o Te Deum, na festa do juramento das Bases da Constituição, na Igreja de São Domingos, a 29 Março de 1821. No mesmo ano dirige o Requiem em primeira audição lisboeta, na mesma igreja, em memória dos supliciados de 1817 e do General Gomes Freire de Andrade. Compõe ainda uma Serenata que inclui várias variações sobre o Hino da Carta.

Bomtempo torna-se o compositor solicitado para a celebração de diversos actos oficiais e/ou litúrgicos da Corte. Ao mesmo tempo, tenta implantar em Portugal o gosto pela música instrumental, que estava a desenvolver-se na Europa, através da criação de uma Sociedade Filarmónica de concertos, segundo o modelo da sua congénere londrina, em cujos concertos pretendia dar a conhecer não apenas a sua música, mas igualmente a dos clássicos vienenses.

Durante o conturbado período que culminou com a vitória dos liberais em 1833, Bomtempo viu as suas actividades francamente restringidas, tendo-se alegadamente refugiado no consulado da Rússia e escapado de ser preso durante as amotinações populares em que participou – as célebres "archotadas".

Com a tomada do poder por D. Pedro IV, Bomtempo é nomeado professor de D. Maria II e agraciado com a Comenda da Ordem de Cristo.


Em Junho de 1834 retoma o projecto de criação de um estabelecimento de ensino da música, que ficara adiado em 1822, apresentando o respectivo plano, o qual teve por despacho "guarde-se para se tomar em consideração em tempo oportuno". Finalmente, a 5 de Maio de 1835, é criado por decreto o "Conservatório de Música" que ficou anexo à Casa Pia e do qual Bomtempo foi nomeado director.

A 18 de Agosto de 1842 morre com 66 anos, vítima de uma "apoplexia".

Alguns esforços têm sido feitos para divulgar a música de João Domingos Bomtempo, nomeadamente algumas gravações, mas a grande parte mantém-se desconhecida e inédita. Conhecem-se duas sinfonias, embora se admita a existência de mais cinco (!), que transmitem de um modo mais flagrante a sua personalidade musical e as suas influências invulgares para compositor ibérico da época, nomeadamente as germânicas clássicas.

RIC (a partir de texto biográfico de Maria José Borges)


English summary

João Domingos Bomtempo was a Portuguese classical pianist, composer and pedagogue. He was son of an Italian musician of the Portuguese court orchestra, and studied at the Music Seminary of the Patriarchal See in Lisbon.
Unlike most of his contemporaries, he was not interested in opera and, in 1801, instead of going to Italy, he travelled to Paris, starting a virtuoso pianist career. He moved to London in 1810 and got acquainted with the liberal circles. In 1822 he returned to Lisbon and tried to found a Philharmonic Society to promote public concerts of contemporary music.
After the Portuguese civil war between liberals and absolutists, Bomtempo became a music teacher of Queen Maria II and first director of the National Conservatory, created in 1835.
As a composer, Bomtempo produced a vast amount of concertos, sonatas, variations and fantasias for the piano. His two known symphonies are the first to be composed by a Portuguese musician.
His masterpiece is his Requiem to the Memory of Luís de Camões.

Wikipedia

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

«No sé tú»…


Cisne Negro (cygnus atratus)

No sé tú
pero yo no dejo de pensar
ni un minuto me logro despojar
de tus besos, tus abrazos
de lo bien que la pasamos la otra vez.


No sé tú
pero yo quisiera repetir
el cansancio que me hiciste sentir
con la noche que me diste
y el momento que con besos construiste.


No sé tú
pero yo te he comenzado a extrañar
en mi almohada no te dejo de pensar
con las gentes mis amigos y las calles,
sin testigos.


No sé tú
pero yo te busco en cada amanecer
mis deseos no los puedo contener
en las noches cuando duermo
sin insomnio yo me enfermo.
Me haces falta, mucha falta,
no sé tú…


… O poente nosso de cada dia…

Muitas vezes, um livro; outras, algumas canções e respectivas letras…
É o bastante para seguir pelo areal fora em busca de mais um pedaço de mim…
Caída a noite, chego-me ao belo fogo na areia, aninho-me na manta de sempre, olho o céu e conto as estrelas…
Amanhã é outro dia…

RIC

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Franz Peter Schubert


Desenho de Leopold Kupelwieser, 1813

O compositor austríaco do Romantismo nasceu a 31 de Janeiro de 1797 em Himmelpfortgrund – hoje parte do município distrital vienense de Alsergrund – e faleceu a 19 de Novembro de 1828, em Viena.

Em audição:

Trio para piano, violino e violoncelo n.º 2 em Mi bemol maior, op. 100, Deutsch 929, 2.º Movimento, andante con moto

Trata-se de uma canção folclórica sueca do género marcha, cujo tema atravessa todo o movimento.
Segundo o manuscrito original pertencente à família Wittgenstein, este trio foi escrito em Viena, em Novembro de 1827.
A sua primeira execução pública decorreu no mês seguinte, na imponente sala vienense do Musikverein. Uma segunda execução, organizada pelo próprio compositor, teve lugar na mesma sala em Março de 1828.

A banda sonora de Barry Lyndon (1975) de Stanley Kubrick (com Ryan O'Neal e Marisa Berenson) contribuiu para a divulgação junto do grande público não melómano de várias composições e compositores ditos eruditos, como aliás outros realizadores e outros filmes o haviam já feito, faziam e continuaram a fazer, como por exemplo:

• Luchino Visconti, Morte a Venezia (1971), Adagietto da 5.ª sinfonia de Gustav Mahler;
• Claude Lelouch, Les Uns et les autres (1981), Bolero de Maurice Ravel;
• Sydney Pollack, Out Of Africa (1985), Adagio do concerto para clarinete e orquestra em Lá maior de Wolfgang Mozart.

A versão que se ouve é a adaptação feita para o filme por Leonard Rosenman, e tocam:

• Ralph Holmes, piano;
• Moray Welsh, violino;
• Anthony Goldstone, violoncelo.

Para os muitos mais pormenores envolvendo a vida e a obra de Schubert é só começar pela Wikipédia, por exemplo. O texto alemão é, a meu ver, muitíssimo completo, mas o inglês não lhe ficará muito atrás.
Quanto ao desenho que abre este édito, escusado será dizer que é muito controverso: poucos acreditam tratar-se do verdadeiro Schubert aos 16 anos, atendendo a toda a iconografia posterior existente que nos mostra o músico bem menos favorecido pela beleza física. A da alma é para sempre incontestável. Mas aqueles tempos eram românticos por excelência…

Espero que gostem e apreciem!

RIC

terça-feira, 14 de agosto de 2007

«It Always Comes As A Surprise»…


«I can't be cool, or nonchalant
Call me an impulsive fool, you're all I want
You may be right, it's too much too soon
To talk of love all night in your bedroom

I don't know why it always comes as a surprise
To find I'm here with you
You smile, and I am rubbing my eyes
At a dream come true

I won't play games or waste your time
But I won't feel ashamed to speak my mind
So just relax, don't question why
For calculated facts will not apply

I don't know why it always comes as a surprise
To find I'm here with you
You smile, and I am rubbing my eyes
At a dream come true

In my life, there've been few
Who've affected me the way you do, you do
You do, you do

I'll tell no lies, I won't pretend
But if you've a broken heart, I'll help it mend

I don't know why it always comes as a surprise
To find I'm here with you
You smile, and I am rubbing my eyes
At a dream come true

Smile, and I am rubbing my eyes
At a dream come true.»

… Some great words I wish I could be telling someone right now…
But no, you just cannot have it all, can you?… Life isn't fair, and you just have to go on wishing for the best and living with what you've got. And sometimes that's just nothing at all.

RIC

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

I. «Solamente Una Vez»

Solamente una vez
Amé en la vida,
Solamente una vez
Y nada más.

Una vez nada más en mi huerto
Brilló la esperanza,
La esperanza que alumbra el camino
De mi soledad.

Una vez, nada más,
Se entrega el alma,
Con la dulce y total
Renunciación.

Y cuando ese milagro
Realiza el prodigio de amarse,
Hay campanas de fiesta
Que cantan en el corazón.

Agustín Lara

… ¿Palabras para qué?…
Es un bellísimo bolero más que me hace amar a Luis Miguel, aunque no lo conozca… No lo he visto nunca. ¿Él es este?…


A mí, me basta su bella voz llena de sentimiento.
¡No quiero nada más!
¡Hay ya campanas de fiesta cantando en mi corazón!

RIC

sábado, 11 de agosto de 2007

«Grito de Alerta»


Primeiro você me azucrina, me entorta a cabeça
Me bota na boca um gosto amargo de fel
Depois vem chorando desculpas, assim meio pedindo
Querendo ganhar um bocado de mel

Não vê que então eu me rasgo
Engasgo, engulo, reflicto, estendo a mão
E assim nossa vida é um rio secando
As pedras cortando, e eu vou perguntando: até quando?

São tantas coisinhas miúdas, roendo, comendo
Arrasando aos poucos com o nosso ideal
São frases perdidas num mundo de gritos e gestos
Num jogo de culpa que faz tanto mal.

Não quero a razão pois eu sei o quanto estou errada
O quanto já fiz destruir
Só sinto no ar o momento em que o copo está cheio
E que já não dá mais pra engolir

Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta
Eu busquei a palavra mais certa
Vê se entende o meu grito de alerta

Veja bem, é o amor agitando meu coração
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando que não.

Luís Gonzaga Júnior
(Gonzaguinha)

Já era mais que tempo de trazer aqui esta grande Rainha da MPB, admirada por mim desde os idos de setenta, quando o seu talento e magia vocal cruzaram «Tanto Mar/Mar de Sophia» e me deixaram maravilhado com canções e interpretações… «Grito de Alerta» foi uma delas, uma canção que ainda hoje significa muito para mim…
Já para não falar da especial atenção que Maria Bethânia veio depois a dedicar a Fernando Pessoa e a Sophia de Mello Breyner Andresen.
Muitas palmas para a grande cantora e intérprete!

RIC

segunda-feira, 30 de julho de 2007

«Sabor a mi»…


"Music was my first love, and it will be my last.
Music of the future, and music of the past."



de Álvaro Carrillo

Tanto tiempo disfrutamos de este amor
nuestras almas se acercaron tanto así
que yo guardo tu sabor
pero tu llevas también sabor a mi.

Si negaras mi presencia en tu vivir
bastaría con abrazarte y conversar,
tanta vida yo te di
que por fuerza tienes ya sabor a mi.

No pretendo ser tu dueño
no soy nada, yo no tengo vanidad,
de mi vida doy lo bueno
soy tan pobre, que otra cosa puedo dar.

Pasarán mas de mil años, muchos mas,
yo no sé si tenga amor la eternidad
pero allá tal como aquí
en la boca llevarás sabor a mi.


My essence in you

So much time we have enjoyed this love
Our souls got so close
that I feel your essence
but you also carry my essence

If you were to deny my presence in your life
I would only need to hug you and talk
I gave you so much life
that you can't help to carry my essence

I do not pretend to be in control
I am nobody. I am not vane.
From my life, I only give out good things.
I am so poor, what else can I give?

More than a thousand years will pass by, many more
I don't know if eternity has love
but there, just like here
in your mouth you'll have my essence.

I did write in my profile over a year ago I am mad about music!
I just melt down completely listening to a cadenced bolero…
I believe this must be my camp side… Lol!
Enjoy it lavishly!

RIC

sexta-feira, 27 de julho de 2007

«Ce soir, mon amour»


de Georges Moustaki
par Serge Reggiani

Ce soir, mon amour, je ne t'aime plus.
Tu es plus loin que la distance qui nous sépare,
Et d'autant plus absente que tu n'es nulle part,
Plus étrangère que la première venue.

Ce soir, mon amour, je ne te cherche plus
Parmi mes souvenirs au fond de ma mémoire,
Je ne t'attends plus sur le quai d'aucune gare,
Je me souviens à peine t'y avoir attendue.

Je sais que nous buvions du vin après l'amour,
Que la nuit commençait quand se levait le jour.
Comme un torrent d'ébène, tes cheveux sur ton cou,
Et ton regard meurtri quand tu fais les yeux doux.

Ce soir, mon amour, je ne te trompe plus
Avec cette fille qui dort à mes côtés.
J'étais seul, je lui ai demandé de rester,
Je suis seul très souvent et je m'y habitue.

Ce soir, mon amour, tu ne me manques plus,
Tu ne me manques pas, il me manque d'aimer,
De ne plus être inutile, inanimé,
De n'avoir rien à perdre et d'avoir tout perdu.

Je connais ta folie, je connais ta pudeur,
Je sais qu'on se ressemble comme frère et sœur
Je connais ton odeur, je connais ton parfum,
Je te connais par cœur et je ne sais plus rien

De toi, mon amour, que je n'aime plus,
Sans arriver à me sentir enfin libre,
Pareil à un danseur qui perdrait l'équilibre,
Comme un prince en disgrâce, comme un ange déchu.

… Aimez-vous jusqu'à la dernière goutte du vin après l'amour…
… Love one another until that last drop of wine after love…

RIC

quinta-feira, 26 de julho de 2007

«Очи чёрные» | «Olhos Negros»…


Здравствуйте!
Как вы все делаете, мои дорогие друзья?
Сегодня я нахожусь в Москве.
До скорой встречи в Лиссабоне!

Hello!
How are you all, my dear friends?
Today I am in Moscow.
See you soon in Lisbon!

Очи чёрные, очи страстные,
Очи жгучие и прекрасные,
Как люблю я вас, как боюсь я вас,
Знать увидел вас я не в добрый час.

[…]

Не встречал бы вас, не страдал бы так,
Я бы прожил жизнь улыбаючись,
Вы сгубили меня очи чёрные
Унесли на век моё счастье.

Очи чёрные, очи страстные,
Очи жгучие и прекрасные,
Как люблю я вас, как боюсь я вас,
Знать увидел вас я не в добрый час.


Dark eyes, frightful eyes
Burning and beautiful eyes
I love you so, I fear you so
For sure I've seen you at a sinister hour

[…]

Without meeting you, I wouldn't be suffering so
I would have lived my life smiling
You have ruined me, dark eyes
You have taken my happiness forever away

Dark eyes, frightful eyes
Burning and beautiful eyes
I love you so, I fear you so
For sure I've seen you at a sinister hour

… The lights that keep shining through the white nights in Saint Petersburg, the sounds that echo in your mind from Moscow tolling bells in the Red Square…

… A pair of dark eyes that tell you secrets from the depths of the Russian soul, and steal your tranquillity, your peace of mind away forever…

From Russia with love!

RIC

segunda-feira, 23 de julho de 2007

«Aquarela» de Toquinho

In my opinion this is one of the most beautiful MPB (Música Popular Brasileira - Brazilian Pop Music) songs ever.
I still remember quite vividly the very first time I listened to it many years ago: a shiver went down my spine, and I felt a sudden, unexplainable urge to cry. And ever since that moment it has always been like that every single time I listen to it. I guess I'm turning into a cry-baby as age progresses…
Please listen carefully to those guitar accords in the end! Heavenly!



Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando contornando
A imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América à outra eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá

This is also meant as a heartfelt homage to those unfortunate people who perished in the TAM aircraft crash in São Paulo, Brazil, and their mourning families.

RIC

terça-feira, 17 de julho de 2007

II. ... E Zé Mário Branco dá-nos Natália Correia

Queixa das Jovens Almas Censuradas



Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
Mais um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma de uma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios despovoados
De personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco


Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
Um avião e um violino
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida, nem é a morte.

• "Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades", 1971
• "O Nosso Amargo Cancioneiro", 1972

… Para que as memórias não pereçam nunca!

RIC

sábado, 7 de julho de 2007

¡Su música para siempre! – Ástor Piazzolla


Born in Mar del Plata, Argentina, on March 11.th 1921 to immigrant Italian parents Vicente Piazzolla and Asunta Manetti, Ástor Pantaleón Piazzolla – "El Gran Ástor" (The Great Astor) – spent most of his childhood with his family in New York City, where he was exposed to both jazz and the music of J.S. Bach at an early age. While there, he acquired fluency in four languages – Spanish, English, French, and Italian – and began to play the bandoneón after his father, nostalgic for his homeland, spotted one in a New York pawn shop.

At the age of 13, he met Carlos Gardel – another paramount, legendary figure of Argentine tango – who invited the young prodigy to join him on his current tour. Much to his dismay, Piazzolla's father deemed that he was too young to go along. This early disappointment proved a blessing in disguise, as it was on this tour that Gardel and his entire band perished in a plane crash.

He returned to Argentina in 1937, and the pianist Arthur Rubinstein (then living in Buenos Aires) advised him to study with the Argentine composer Alberto Ginastera. Delving into scores of Igor Stravinsky, Béla Bartók, Maurice Ravel, and others, he rose early each morning to hear the Teatro Colón orchestra rehearse while continuing a gruelling performing schedule in the tango clubs at night.

Upon introducing his new approach to the tango (nuevo tango), he became a controversial figure among Argentines both musically and politically. The Argentine saying "in Argentina everything may change – except the tango" suggests some of the resistance he found in his native land. However, his music gained acceptance in Europe and North America, and his reworking of the tango was embraced by some liberal segments of Argentine society, who were pushing for political changes in parallel to his musical revolution.

During the period of Argentine military dictatorship from 1976 to 1983, Piazzolla lived in Italy, but returned many times to Argentina. In 1990 he suffered thrombosis in Paris, and died two years later in Buenos Aires on July 4.th 1992.

The use of the passacaglia technique of a circulating bass line and harmonic sequence, invented and much used in 17.th and 18.th century baroque music but also central to the idea of jazz "changes", predominates in most of Piazzolla's mature compositions. Another clear reference to the baroque is the often complex and virtuosic counterpoint that sometimes follows strict fugal behaviour but more often simply allows each performer in the group to assert his voice.

With the composition of "Adiós Nonino" in 1959, Piazzolla established a standard structural pattern for his compositions. In 1965 an album was released containing collaborations between Piazzolla and Jorge Luis Borges where Borges's poetry was narrated over very avant-garde music by Piazzolla including the use of dodecaphonic rows, free non-melodic improvisation on all instruments, and modal harmonies and scales. In 1968 Piazzolla wrote and produced an operita-tango, "María de Buenos Aires" that employed a larger ensemble including flute, percussion, multiple strings and three vocalists, and juxtaposed movements in Piazzolla's own style with several pastiche numbers ranging from waltz and hurdy-gurdy to a piano/narrator bar-room scene straight out of Casablanca.



Recently staged in Lisbon at São Carlos National Opera Theatre featured by the wondrous singer Mízia

Pieces that exemplify a new direction in his music include "Libertango" and most of the "Suite Troileana". In the 1980s Piazzolla was rich enough, for the first time, to become relatively autonomous artistically, and wrote some of his most ambitious multi-movement works. These included "Tango Suite", "Histoire du Tango", and "La Camorra", a suite in three ten minute movements, inspired by the Neapolitan crime family.

In his musical professionalism and open-minded attitude to existing styles he held the mindset of an 18.th century composing performer such as Handel or Mozart, who were anxious to assimilate all national "flavours" of their day into their own compositions, and who always wrote with both first-hand performing experience and a sense of direct social relationship with their audiences. This may have resulted in a backlash amongst conservative tango aficionados in Argentina, but in the rest of the West it was the key to his extremely sympathetic reception among both classical and jazz musicians, both seeing some of the best aspects of their musical practices reflected in his work.

His numerous compositions include orchestral work such as the "Concierto para Bandoneón, Orquesta, Cuerdas y Percusión", "Doble-Concierto para Bandoneón y Guitarra", "Tres Tangos Sinfónicos" and "Concierto de Nácar para Nueve Tanguistas y Orquesta", pieces for the solo classical guitar – the "Cinco Piezas", as well as song-form compositions that still today are well-known by the general public in his country, like "Balada para un loco" (Ballad for a madman) and "Adiós Nonino" dedicated to his father, which he recorded many times with different musicians and ensembles. Biographers estimate that Ástor Piazzolla wrote around 3,000 pieces and recorded around 500.

¡Esta es una muy generosa colaboración de Wikipedia con RIC!

domingo, 1 de julho de 2007

«Sables mouvants», Barbara


J'suis plus d'ton âge,
Mais t'as le goût à m'regarder,
Premier voyage.
Je plie le cou, sous tes baisers.
T'as poussé doucement ma porte
Refermée
Et tu m'as dit, en quelque sorte:
"Je voudrais t'aimer."
Et, dans le vide où je m'avance,
Un peu cassée,
Sans plus rien voir,
Plus rien savoir, rien écouter,
T'as dit "je veux"
Avec ferveur.
Tu t'es couché
Aux sables mouvants
Des amours condamnées.

Nos saisons ne sont plus les mêmes.
Tu es printemps
Je suis hiver
Et la saison de nos je t'aime
Pourrait nous mener en Enfer.

J'suis plus d'ton âge
Mais j'ai bonheur à t'regarder.
On fait voyage
Dans une vie
Recommencée.
Tu pousses doucement ma porte
Entrebâillée
Et j'ai tout le ciel en escorte
Pour voyager
Et c'est cadeau
De t'attendre, de te rêver,
Et c'est cadeau
Pour offrande,
Tous tes étés,
Et c'est cadeau.
Le jour se lève
Pour se poser
Sur les matins
D'un nouveau monde
Réinventé.

Notre saison est la même,
Toi le printemps
De mes hivers
Et la saison de nos je t'aime,
C'est la saison des Enfers.

Un jour, demain, je partirai
Sans rien te dire, sans m'expliquer,
Demain, demain,
Mais avant, que plus loin
Notre vie, à la dérive
Soit emportée,
Avant, oublions tout
Et partageons l'instant
De cet instant,
Ta vie, ma vie
Avant l'orage
Où tout s'éclate
Foudroyé.
Que l'on se fonde, se confonde
A nous aimer,
Fermons doucement notre porte
Et, cachés,
On aura le ciel, en escorte
Pour rêver
Et sans mémoire, plus rien savoir
Mais vivre
Juste l'instant de ce présent,
Le vivre,
Aux sables mouvants
De nos amours condamnées
Les saisons,
Qu'est-ce que ça peut faire?
On va s'aimer.

J'suis plus d'ton âge
Mais c'est bonheur de t'regarder.
On fait voyage
Dans une vie
Recommencée…

Já não tenho a tua idade, mas gostas de olhar para mim. Primeira viagem, e aos teus beijos inclino o colo. Empurraste de mansinho a minha porta encerrada. E de algum modo disseste: «queria amar-te». No vazio por onde avanço algo abalada, já sem ver nem saber nem ouvir mais nada, disseste «quero» com fervor e deitaste-te às areias movediças dos amores condenados.


As nossas estações já não são as mesmas. Tu és Primavera. Eu sou Inverno. E a estação dos nossos amores vai levar-nos direitos ao inferno.


Já não tenho a tua idade, mas é uma felicidade olhar para ti. Viajamos numa vida recomeçada. Empurras de mansinho a minha porta entreaberta, e eu tenho todo o céu por companhia para viajar. É um regalo esperar-te e sonhar-te, todos os teus Verões são um regalo e é um regalo o dia nascer para assentar sobre as manhãs de um novo mundo reinventado.

A nossa estação é a mesma. Tu – a Primavera dos meus Invernos. E a estação dos nossos amores é uma temporada nos infernos.

Um dia, amanhã, partirei sem nada te dizer, sem me explicar, amanhã. Mas antes que para mais longe a nossa vida seja levada à deriva, antes esqueçamos tudo e partilhemos o instante deste instante. A tua vida, a minha vida, a Vida. Antes da tempestade em que tudo estale fulminado, fundamo-nos e confundamo-nos, amando-nos. Fechemos de mansinho a nossa porta e, escondidos, teremos o céu por companhia para sonhar. E, sem memória, não saber mais nada, mas viver apenas o instante deste presente, vivê-lo nas areias movediças dos nossos amores condenados. As estações, que é que isso interessa? Amemo-nos.

Já não tenho a tua idade, mas gostas de olhar para mim, e é uma felicidade olhar para ti. Empurras de mansinho a minha porta entreaberta, e eu tenho todo o céu por companhia para viajar. Viajamos numa vida recomeçada.

Tradução de RIC

quarta-feira, 20 de junho de 2007

II. Moody...





Palavras para quê? Apenas um estado de espírito... Aproveitem.

No words needed. Just a moody state of mind... Enjoy the swing.

RIC