"How awful that the artist has become nothing but the after-dinner mint of society."
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Samuel Barber
Editado por RIC às 06:52 15 comentário(s)
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Músicas
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
À guisa de mero balanço…
Estes anos da minha ausência da blogosfera tiveram várias/muitas consequências, umas naturalmente mais evidentes que outras.
Editado por RIC às 05:30 3 comentário(s)
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Crítica Cultural
sábado, 4 de fevereiro de 2012
L'Absinthe et la peinture française
Editado por RIC às 12:38 1 comentário(s)
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Artes
domingo, 29 de janeiro de 2012
Os livros que me têm acompanhado...
Também em termos de visão acabei de recuperar a autonomia…
Ver ao perto tornara-se uma dificuldade até há pouco desconhecida, pelo que me estava vedado um dos meus grandes prazeres mais antigos: ler.
Editado por RIC às 17:38 9 comentário(s)
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Literaturas
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
A Caminho…
Existo
E duro.
Vivo sendo até à morte.
Existo durando até estar morto.
Um, o caminho.
O outro, a espera.
Aninho a cabeça entre a plumagem
Do dorso da grande ave cega.
Voará lesta,
Nunca saberei para onde
Por luz, penumbra, negrume
Por carga, energia, plasma, fluido
E pelo mais que é e não é.
Tudo são negros sorvedouros:
Transmudam ledas vidas
Em mestas passagens.
Editado por RIC às 02:35 2 comentário(s)
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Biográficos
domingo, 22 de janeiro de 2012
Sintra, Capital do Romantismo...
Graças a um bom amigo da blogosfera e do Facebook, tive o privilégio (porque o é, de facto) de poder ver esta curta-metragem/documentário sobre a belíssima Sintra. Sem mais comentários, que aqui são desnecessários!
Editado por RIC às 16:30 7 comentário(s)
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Geografias
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Do «locus solitudinis» ao espaço de encontro e convívio
Remar contra a corrente é, muitas vezes, a atitude correcta e o sinal de que quem o faz está no caminho certo, quer o faça consciente e intencionalmente quer de forma intuitiva.
Restaurante Bar 2good
Eu não! Nem pensar! Sou até capaz de pedir uma, sem vergonha nem cerimónias…
Editado por RIC às 15:03 6 comentário(s)
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Lisboa
domingo, 15 de janeiro de 2012
Smiling, laughing and happy on a daily basis…
Here is a message I got this morning that I’d like very much to share with you all. Somehow it brought me back on trails again, I guess, as far as my confidence in people is concerned. At least, so I felt it. Perhaps you’ll feel that way too.
I don't know why you apologise for the length of your messages; there is no need to, really. What you write is always interesting.
Hello, it is nice to hear from you again. Occasionally, I have visited your blog over the previous three, or so, years and I have wondered what happened to you. I have alternated from thinking the worst, to think all sorts of lovely out comes. I don't know why but both types of scenarios have often involved push bikes. I guess it is the product of my imagination.
I guess the reality is not quite so interesting. I hope you are feeling better now?
I hope life is progressing okay for you, your message seems to say the opposite, but I hope that is changing to something better for you.
Yes, you should travel, it is a wonderful thing. But, I guess, if you are not able to, we are lucky we have the internet, even if it is a somewhat second rate alternative. There is nothing like seeing places for oneself. I am always told by visitors to Australia that it is the Australian light that is so unique. I guess you don't get to see such detail through a computer screen.
I am well and happy. Well, happy in my personal life, even if I am not so happy in my professional life. I have a lovely new (going on two years) boyfriend who came along when I least expected him to, I guess, as boyfriends often do, who is smart and handsome and clever and funny and just so nice and normal that he has won my heart over completely. He makes me smile and laugh and happy on a daily basis.
So, good to hear from you. Here’s to a happy and healthy 2012.»
Editado por RIC às 16:27 4 comentário(s)
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Sagezas
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
A CARRIS não divulga supressões?!
Editado por RIC às 03:43 6 comentário(s)
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Políticas
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
«Would you reveal your intentions?...»
Editado por RIC às 00:25 6 comentário(s)
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Quotidianos
sábado, 31 de dezembro de 2011
Hora do Adeus! | Time to say goodbye!
Não há nada como uma passagem de ano bem regada!
Assim - e atendendo aos tempos de profunda crise e de austeridade ainda mais espartana -, convido-vos a todos para umas taças (ou umas flûtes…) deste que aqui se segue…
¡BUENO AÑO NUEVO!
HAPPY NEW YEAR!
BONNE NOUVELLE ANNÉE!
GLÜCKLICHES NEUJAHR!
GELUKKIG NIEUWJAAR!
Para todos, os meus melhores e mais sinceros desejos!
My best wishes to you all!
RIC
Editado por RIC às 01:00 10 comentário(s)
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Efemérides
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Procuro à noite…
Editado por RIC às 17:35 8 comentário(s)
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Músicas
domingo, 25 de dezembro de 2011
A Merry Little Christmas...
Celebrar o Natal...
Reunir família e amigos de sempre...
Prolongar a Consoada pela noite dentro, enquanto presentes e lembranças vão passando de mão em mão e os que se julgavam esquecidos ficam surpreendidos com o inesperado...
Encetar conversas, desabafos, confissões, agradecimentos e desculpas há muito pensados, mas apenas possíveis naqueles instantes (quase) mágicos, em que todos parecem partilhar o mesmo estado de espírito e a mesma disponibilidade para uma maior intimidade...
Formular votos e desejos para que as mudanças que sempre nos afectam nos tragam dias mais luminosos e noites mais aconchegantes...
Enfim, sermos de novo mais humanos...
Para todos vós, um muito feliz Natal!
Have yourselves a merry little Christmas now!
Make the Yule-tide gay...
RIC
Editado por RIC às 13:35 4 comentário(s)
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Quotidianos
domingo, 11 de dezembro de 2011
Sátira de costumes... Que falta faz!...
Eis como a segunda metade do nosso século XVIII foi fértil em atenções, carinhos, ternuras e outras delícias que fizeram os encantos dos coevos... Nem as modas importadas de Paris passavam no crivo dos poetas satíricos que esquadrinhavam o quotidiano em busca de alvos a jeito... E, pelos vistos, não tinham grandes dificuldades em fazê-lo...
Quanto a nós, hoje - salvo, desde já, honrosas e pontuais excepções! - estamos longe dessa voragem que tudo varria e nada (ou quase...) poupava... Os actuais «engraçados» têm-se porventura na conta de serem «espectaculares»... Só que... A maioria tem muito pouca graça ou mesmo nenhuma. Mas os «marketings» lá vão dando uma mãozinha e... em terra de cegos, quem tem olho é rei. Por exemplo, os anúncios do «MEO» deixam-me varado de estupor: onde é que estará a graça?!
A todos, um bom resto de fim-de-semana e uma excelente semana!
RIC
Editado por RIC às 02:48 4 comentário(s)
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Poesia
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Dia Internacional contra a Corrupção
Editado por RIC às 03:00 2 comentário(s)
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Políticas
domingo, 6 de novembro de 2011
De volta ao Mundo! | Back in the world!

A todos vós, as minhas mais cordiais saudações!
Qual pássaro renascido das próprias cinzas, eis-me de volta à blogosfera e ao nosso Universo. Finalmente! E com muita alegria!
Muitas e copiosas águas fluíram sob todas as pontes do mundo.
A Terra, no seu sempiterno rodopio, girou mais quatro (!) vezes em torno do seu bem-amado Sol, e eu com ela, entretanto, mergulhei de cabeça em mais uma dolorosa catábase que quase fazia de mim refém do Hades. Não sou Orpheu, não pretendia resgatar nenhuma Eurídice, mas atravessei anos de chumbo. E - admito-o hoje - bem poderia não ter regressado...
Uma crise aguda de psoríase é em si já um suplício que baste. Não poder usar as mãos nem assentar os pés é já tortura diária bastante para quem se vê aprisionado numa armadura de pele que teima em se renovar a uma velocidade desvairada. Mas o tormento é elevado à máxima potência quando há que sair do casulo doméstico para as consultas médicas e os tratamentos: ao virar a primeira esquina, alguém se cruza connosco, faz um esgar de repulsa e lança-nos um olhar de desprezo, como se estivesse a ser obrigado a partilhar o passeio público com um leproso... Tomar um transporte público é ideia ingénua, mas logo abandonada... Não fosse alguém lembrar-se de exigir a evicção... Um táxi terá de ser a solução, mais cara, é certo, mas bem menos deprimente. Entrar num café para uma bica e uma água (ao balcão!) vem-nos à mente já como uma vaga possibilidade ou um delírio inconsequente... E, pouco a pouco, sorrateiramente, a depressão vai-se assenhoreando de nós. Como resistir-lhe? Dificilmente. Tudo (ou quase) concorre contra nós. Sair de casa torna-se, pois, o desafio supremo que não queremos de todo enfrentar.
Apesar de todos os programas de televisão, de todas as reportagens, de todos os artigos de imprensa, de todos os dias mundiais da psoríase, de toda a divulgação médica, em regra os portugueses continuam iguais a si próprios: olimpicamente ignorantes e ferozmente discriminatórios. «Ah isso diz você, que não se pega. Sei lá eu?!» Eis a douta resposta que qualquer concidadão é capaz de formular. Cada vez é mais triste ser português...
E a depressão aprofunda-se. E leva-nos ao limiar da existência. E a nossa casa transforma-se na nossa leprosaria particular. E ninguém (ou quase...) quer saber o que lá se passa. E assim bem podem transcorrer meses, que depressa se acumulam em anos...
A salvação vem quando menos se espera. E de quem não se imaginaria. A surpresa boa tem o incrível efeito de contribuir de imediato para as melhoras gerais. E aos poucos vamos recuperando a nossa dignidade.
Just like a phoenix reborn, here I am back again. Finally! I never suspected it would take me such a long time to get better.
First of all – and before it slips my mind – I want to thank from the heart to all of you who were worried about me and left all those attentive commentaries. Thank you so very much!
I’m not yet sure whether I’ll be able to blog again as often as I used to, at least in the near future. I still have to undergo a series of time spending treatments. But I’ll do my very best. That’s for sure!
I hope you are all quite well and wish you all the best.
Best regards!
RIC
Editado por RIC às 10:25 24 comentário(s)
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Divirtam-se! | Have fun!
Fiquem todos bem, minhas caras e meus caros!
Até breve! – C'est la vie…
Prometo!
I wish you all, dear blogger friends, the very best!
I'll be away for a while; I'll be back as soon as possible.
Promise!
RIC
Editado por RIC às 19:09 54 comentário(s)
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
«Unforgettable»...
That's what you are
Unforgettable
Though near or far
Like a song of love that clings to me
How the thought of you does things to me
Never before has someone been more
Unforgettable
In every way
And forever more
That's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too
Irving Gordon
• Nat King Cole (1951-52)
• Dick Hyman Trio (1954)
• Dinah Washington (1959)
• Nat King Cole & Natalie Cole (1991)
RIC
Editado por RIC às 19:19 12 comentário(s)
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Músicas
terça-feira, 16 de outubro de 2007
O princípio de mais um fim
«De início, quase tudo parecia idílico. Não estou a tentar pintar por cima de tons mais ou menos sombrios com límpidas cores luminosas e enganadoras. Aliás, também não o fiz então. Não foi a manifestação rápida de diferenças essenciais que começou a ensombrar aquele primeiro Verão. Elas não separam necessariamente e, em alguns aspectos, são até bem-vindas. Mas para quem se revelara tão intensamente carnal, tão visceralmente sensual, o fogo da paixão esmoreceu depressa, e foi essa mudança que me perturbou e confundiu.
Nunca fui propenso a constantes e desvairadas exteriorizações afectivas, nem pródigo em repartir ternuras e meiguices, beijos e carinhos. Mas sei também que não sou excessivamente regrado nem abstrusamente puritano. Percorremos juntos caminhos inexplorados, abrimo-nos ao erotismo, descobrimos o que de bom e mau a Rede Mundial oferece, embarcámos juntos em aventuras inconsequentes de telessexo que, como dizias, acumula as vantagens do sexo comum com a impossibilidade de ocorrerem situações incómodas, inibidoras ou automatizadas, enfim, puro sexo mental pelo simples prazer da novidade e da diferença. Se o prazer é por definição solitário, então que resulte pleno da junção premeditada de solidões…
O sexo foi-se tornando uma actividade desbravada. E desbragada. O conhecimento mútuo dos corpos, dos desejos secretos que calavam e dos caprichos intempestivos que se levantavam como vigorosos vendavais e só se aquietavam no instante do supremo gozo, foi-se apurando como se de uma iguaria cozinhada em lume brando se tratasse. Sem que alguma vez o tivesses notado ou sequer pressentido ou suspeitado, um estranho sentimento de irremediável perda foi-se insinuando em mim de uma forma cada vez menos suportável, como se a cada ejaculação ficasse mais perto da morte. Uma estranha bizarria no meu horizonte, consequência provável de uma idade que exige mais do que apenas a satisfação do desejo. No meu espírito foi-se instalando com firmeza a incómoda e absurda sensação de sémen desperdiçado, malbaratado, da inutilidade daquela actividade fora do contexto – inconfessável e impossível – de querer trazer ao mundo um novo ser, de garantir descendência, de procriar. Evitei e impedi como pude a proliferação destes pensamentos, frutos serôdios de um campo da vida há muito já em pousio.
Pode-se afinal muito pouco contra a força avassaladora da Natureza que, tarde ou cedo, se nos impõe como desígnio supremo da existência. Todo o racionalismo é pouco, débil e recente, ante a ancestralidade inconsciente da função vital. E combati como pude a crise, a meu ver, de meia-idade, aventurando-me lautamente por uma geografia da qual, até então, só conhecia as coordenadas básicas.
De início, havia todas as cores de todos os afectos e de todas as emoções a devolverem-me sentimentos de plenitude que pareciam há muito esgotados, sentia uma indómita vontade de te agradar e de secretamente realizar desejos teus apenas adivinhados. Palavras e actos concordavam e coincidiam. Mas, à medida que o esplendor estival se foi perdendo, a atmosfera idílica começou a adensar-se e as cores límpidas e transparentes ganharam matizes obscuros. Chegado o Outono, pouco faltou para que estabelecesses um calendário e um horário rígido, e qualquer iniciativa que quebrasse aquela rotina sub-reptícia, férrea e nunca negociada, era por ti mal recebida e tornava-se alvo de objecções inconsistentes, para mim, incompreensíveis. Ainda assim, o primeiro ano ainda manteve algum do esplendor daquele Verão e em nada se pode comparar ao que veio depois.
Havia paixão intensa, e creio hoje que um amor equilibrado poderia ter-lhe sucedido. O convívio contínuo não pode satisfazer-se apenas com insistentes trocas de carinhos e meiguices. Isso não passa de proximidade física. Os seres, mesmo os amantes, conversam, comunicam e comunicam-se nos interesses que perseguem e nos assuntos de que falam, tanto os triviais como os que os empolgam. As nossas conversas foram emudecendo e os nossos interesses foram-se revelando cada vez mais divergentes, opostos e incomunicáveis. Cada frase que proferia fazia-a preceder de um «olha», ainda que os nossos olhares não se desprendessem um só instante. Achava que um só «ouve» que eu dissesse poderia ter o indesejável efeito de tornar a conversa muito mais séria, muito mais grave. Quanto mais desentendido me fizesse, menores seriam as possíveis consequências nefastas da conversa. Ou da desconversa. Não se pode falar, a toda a hora e a todo o instante, do tempo que faz lá fora, do carro novo que um vizinho exibiu ou das compras de supermercado que há que fazer. E todas as conversas que tentavam ultrapassar o limiar da mera banalidade, da trivialidade comezinha e poderiam ir construindo outro tipo de proximidade, uma verdadeira intimidade, foram sendo adiadas sempre para mais tarde, sempre para depois. Para nunca. Quando havia que falar de nós, só mil cuidados impediam que o caminho seguido fosse invariavelmente o mesmo. E o silêncio foi ganhando terreno.»
RIC
Editado por RIC às 15:30 8 comentário(s)
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Ficções
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Climate change & biodiversity…

United Nations Environment Programme
Key Polar Centre
«Climate change is impacting biodiversity at a global and unprecedented scale.
The Arctic region is hit particularly hard. It is already warming 2 to 2.5 times faster than the global average, due to a thinner atmosphere and several positive feedback responses.
Changes in the Arctic will have major repercussions for all other global regions through changes in the hydrological cycle, the weather cycle, the carbon cycle or atmospheric changes, but also by impacting its unique biodiversity.
Many Arctic species are migratory, connecting the entire globe by their annual migration routes of billions of migratory birds, marine mammals and fish.
The changes in the Arctic region will determine the future of its major wealth in ecosystem goods and services, mostly its natural resources, marine and freshwater fish and terrestrial reindeer. They all provide vital income for the peoples of the North and to a large extent to the global community as a whole.
Its unique location in still largely pristine wilderness and little direct human impacts allow the Arctic region for monitoring the impact of climate change and industrial development on biodiversity in a less complex ecosystem, providing us with an early warning system of what is likely to happen to our near future.
Arctic biodiversity and ecosystems are an ideal test case for measuring progress towards the Convention on Biological Diversity's 2010 target to significantly reduce the rate of biodiversity loss by 2010, a barometer for the state of biodiversity.
The Circumpolar Biodiversity Monitoring Program is part of the International Polar Year initiative, which creates a huge scientific focus on the Polar regions, generating the attention to the vulnerable status of both poles. More than 100 projects focus on the Arctic region.
Arctic biodiversity is more than just the Polar Bear. This charismatic Arctic predator has been the focus of the media, rightly reporting on the sombre destiny of the largest predator on Earth. It will suffer severely if the sea ice continues to disappear in many areas of the Arctic. But little has been mentioned on the fate of other Arctic species, namely the following four.
● The charismatic, solely Arctic Ivory Gull pagophila eburnea is living entirely in High Arctic marine seas, closely associated with the Polar Bear, which it follows, scavenging on leftovers on the ice edge. Its entire life cycle is intimately linked with sea ice and the rare gull is potentially severely threatened by the disappearance of the sea ice.
● The Reindeer and Caribou rangifer tarandus are the most dominant large mammal species in the Arctic, living in every Arctic country, mostly in the tundra. They provide the major source of income for many local people in the Arctic, depending highly on the thriving of their huge populations. Climate change may have severe impacts on the future of this valuable element of Arctic ecosystems.
● Polar regions are home to 70% of all global freshwater, most of it stored in the ice sheets of Antarctica and Greenland, but the Arctic region contains the largest amount of freshwater available for biodiversity. Huge peatlands and tundra wetlands lie in the Arctic region, and Arctic rivers altogether discharge more than 4,600 km3 into the Arctic Ocean every year. Many of them belong to the largest ten rivers on Earth, hardly impacted by dams or any other human impacts, allowing a huge diversity of freshwater fish to thrive in their streams. The Arctic Char salvelinus alpinus is the most northerly distributed freshwater fish and a characteristic representative for this unique biome.
● The large majority of all Arctic vertebrates are migratory. Arctic breeding birds are connected with virtually every corner of the globe – apart from the Antarctic ice sheet – through the annual migration of birds, whales, fish and even reindeer and caribou. The Red Knot calidris canutus is one of the most fascinating globetrotters. In winter the High Arctic breeder can be found in South and West Africa, South America, India, Australia and New Zealand. However, four out of six populations are presently in decline, some sharply, and for two the trend is unknown.
These, like many other population trends from the Arctic regions, are alarming signals of changes in the Arctic ecosystems, which should alert us all. We still do not know the trend for many populations of Arctic biodiversity and we still know far too little as well to fully understand the root causes of these trends.»
Do you still believe never-ending economical growth rates are more important?
I don't! Not anymore!
RIC
Editado por RIC às 16:16 13 comentário(s)
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