quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

II. Wolfgang Amadeus Mozart in Memoriam


Dear Wolfgang,

I'm really sorry I forgot all about you yesterday. Life nowadays is not like it used to be in your time. Or at least we think it isn't. We're always in such a hurry…

In a TV interview a few days ago, an artist said he didn't like your music so much, because it is limited, basic. Is your music really limited, dear Wolfgang, or is he really an artist? I wonder.

Whatever I might write now would never add anything really meaningful to what so many have already said or written so much better. I prefer to listen to the music you had in your mind the moment you left this world two hundred fifteen years ago.

Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis,
voca me cum benedictis.
Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis,
gere curam mei finis.

[When the damned are cast away,
and consigned to the searing flames,
call me to be with the blessed.
Bowed down in supplication I beg you,
my heart as though ground to ashes,
help me in my final hour.]

Requiem Mass, KV 626

R. I. P.

22 comentários:

Joel disse...

It was his deathday?

I also forgot.

I guess you can't please everybody.
Mind sharing who that artist is???

I'd love to know.

Anónimo disse...

Saw this live in SF. Odd how last works are so telling. Composers know and ususlly get it right for posterity.

Ricardo disse...

My dear,

Adorei a carta! Realmente, acho que ele iria se revirar no túmulo com esse pseudo artista!!!

E vc não respondeu minhas dúvidas!

Beijão!

Anónimo disse...

Por falar em Mozart, e sempre com o cinema na cabeça, não é "Amadeus" que me apetecia rever hoje, mas sim "Elvira Madigan"...

RIC disse...

Hello Joel! Yes, and that was exactly something I didn't want to miss at all...
Of course not, Joel, Greeks and Trojans at the same time, that's just impossible.
Oh, as to the so-called - or self-called - artist, he's a nobody for all I care. How can you claim having an artistic sensibility, and then just say Mozart's music is basic?! He's either crazy or scornful, that's it.
He says of himself he's a modern artist - not a painter! - who never cared to learn how to draw... Can you believe this?
Thank you!
Hugs!

RIC disse...

Hello Will! Those last scenes in «Amadeus» are quite close to the truth: he didn't die dictating Salieri parts of the Mass, but to a discipule of his, and humming it along until he lost consciousness... Impressive.
Have a great day!

RIC disse...

Olá Ricardinho! Obrigado, mas a carta foi um pretexto que eu arranjei depressa para não deixar passar a data em claro, já que ontem me esqueci...
O pseudo-artista é um idiota! Mas irritou-me a desfaçatez com que ele disse que «a música de Mozart é básica». Dá para acreditar?!
Dúvidas? Ah! Quanto à minha pessoa! Tens razão! Não tive tempo! Desculpa! Mandar-te-ei um e-mail, talvez não já hoje, mas fica a promessa! Está bem assim?
Beijões e abrações (para me redimir da omissão...) :-)

RIC disse...

Meu caro João, admito prontamente a minha ignorância! Quem é/foi Elvira Madigan? Quando puderes - também posso ir ao Google, é verdade -, gostaria de te ouvir sobre o assunto...
Bom cinema, então!
Um abraço!

Anónimo disse...

Meu caro Ric
sabes que falar de cinema é sempre um prazer para mim, ainda por cima se é de um filme que gosto.
"Elvira Madigan" é um belìssimo filme sueco ou dinamarquês de Bo Widerberg, que, vá lá saber-se como, foi exibido em 1967 numa finada sala na Defensores de Chaves, que se chamava Estúdio 444. Recordo o suícidio final, tão belo como forte.
E tinha como tema musical marcante o Piano concerto nº.21 de Mozart, que ficou a chamar-se desde então "Elvira Madigan".
Estou certo que conheces bem o tema, tão certo como estou de que gostarias muito do filme, se o tivesses visto.
Um abraço.

RIC disse...

Pois é, meu caro João, acertaste na mouche! A minha memória raramente me atraiçoa (até hoje, bem entendido), e eu não reconheci o título. Mas se é metáfora do concerto de piano n.º 21, não podias estar mais certo quanto ao meu gosto. Impressionante! Poderia ser qualquer outra peça, mas não. Ouço-o com muita frequência e cada vez gosto mais de o ouvir.
Do Estúdio 444 nem vale a pena falar, senão começo eu a metralhar a banca. E hoje não quero irritar-me...
Muito obrigado pelo cuidado!
Uma muito boa noite para ti!

Gray disse...

My god! My hero's deathday and now I'm aping his illness. I think I'll create s stirring operatic samba and fling myself off of a two inch curb . HAHAHA!

Actually, I look forward to listening to him more and more this year!! I hope I sound sane - my writing certainly is. Without agony would be nice;.

Anónimo disse...

Okay -- beat me with a stick because I have never seen Amadeus...

Carioca disse...

Ah, como você viu, eu mencionei o aniversário da morte dele nas datas comemorativas de Dezembro lá no blog.
Ric, respondendo à sua pergunta, a Gramática Brasileira não aceita que se diga “tá” em vez de “está” numa linguagem padrão. Só na linguagem popular é que se usa “tá”.
É até engraçado, porque na escola a gente aprende a conjugar o verbo assim:

EU ESTOU
TU ESTÁS
ELE ESTÁ
NÓS ESTAMOS
VÓS ESTAIS
ELES ESTÃO

E na linguagem popular a gente fala assim:

EU TÔ
VOCÊ TÁ
ELE TÁ
NÓS TAMOS
VOCÊS TÃO
ELES TÃO

Por pouco que não parece até outra língua, né?rs
Abraço!

RIC disse...

Hello dear Gray! Very nice to have you around! I do surely hope you're feeling better now! Well, at least you were able to come to Lisbon, so you just cannot be that ill... (Lol!)
And if you're planning to listen to Mozart's music still this year, as you say, I guess you'll have to run the marathon - aren't we just a few days away from 2007?...
I do love his music, that's all I can say!
Get well soon, dear Gray!
Thanks a lot!

RIC disse...

Are you kidding me, Will?! No, I won't beat you with anything whatsoever, but I surely tell you that you're missing something: Milos Forman's «Amadeus» is marvellous, and that common idea that he made a jerk, a fool out of Mozart is absurd, It's even quite moving. You'll be crying like a Magdalene (as we say around here) by the end of it. I assure you!
And, btw, you shouldn't miss either «Immortal Beloved», on the not so well known love life of Beethoven, with a superb soundtrack! I often listen to it!
Best wishes! Don't get in trouble!
Bye-bye!

RIC disse...

Obrigado, Carioca! A verdade é que nós aqui também dizemos, num registo familiar, «tou, tás, tá, tamos, tão», mas ninguém o escreverá a não ser que se trate de um diálogo que pretenda reproduzir a oralidade autêntica.
Aqui, por exemplo, eu escreveria no máximo «Hoje 'tou muito cansado». Mais longe não consigo ir...
Um abraço, querido amigo!

will disse...

Well, now I have more films that I need to see. I have a musicians soul and was declared a prodigy at age 10 (scored highest in the city -- a perfect score) on a music aptitude test. But my dad pondered for all of ten seconds as to whether he would use any of his drinking and whoring money on his kid – before says “NO”. He was a charmer (not).

Doing major de-install and reinstalls of chunks of my PC tonight as email writing abends about 80 percent of the time before I can send it. If I disappear you’ll know the process is not going well...Hope to be back within an hour.

RIC disse...

Some fathers can be such dears, can they not?...
Wish you a good work!

Anónimo disse...

watcr back, juke box back, SN Soup for the Soul blog logo (animated gif) back. Things shrunk. Moved left/right columns down. Will do proper profile tomorrow and then start my side bar contents.

I hav ebeen meaning to ask. When i play with your cat, do you see it jump out of the box? i assume not but that would be fun if you did.

RIC disse...

Sorry, Will, here we go back again to what should be over by now. This is no mailbox, okay?
Is this some kind of provocative behoaviour? I don't get it.
This is no notebook either, Will, for you to take notes about your tasks.
You leave me no other way than to delete what doesn't belong in here.
Enough is enough. I'm truly sorry.

André disse...

Apesar de tudo, eu acho que muito se deve a "Amadeus" na divulgação da história e da obra de Mozart. Pode questionar-se a sua correcção e exactidão relativa aos factos históricos, mas este filme é, de facto, divulgação da cultura. Pergunto-me se terá porventura beneficiado de algum subsídio (em tom cómico, está claro).

RIC disse...

Olá André! Eis que estás de volta!
Concordo! Milos Forman fez um excelente trabalho!
Deve ter-se preocupado muitíssimo com os subsídios que poderis sacar... Haha! Então ele!
Obrigado!
Um abraço, meu caro!