segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Maria Callas – Thirty Years of Immortality

Άννα Μαρία Καικιλία Σοφία Καλογεροπούλου
(Ana Maria Cecília Sofia Kalogueropúlu)

«Andrea Chénier»

Music by Umberto Giordano
Libretto by Luigi Illica

Terzo quadro

Maddalena:

La mamma morta
m'hanno alla porta
della stanza mia;
moriva e mi salvava!…
poi – a notte alta – io con Bersi errava, –
quando, ad un tratto, un livido bagliore
guizza e rischiara innanzi a' passi miei
la cupa via! –
Guardo!… Bruciava il loco di mia culla!
Così fui sola!… E intorno il nulla!
Fame e miseria!…
Il bisogno e il periglio!…
Caddi malata!…
E Bersi, buona e pura,
di sua bellezza ha fatto un mercato,
un contratto per me! –
Porto sventura
a chi bene mi vuole!
Fu in quel dolore
che a me venne l'amore!…
Voce gentile piena d'armonia
e dice: "Vivi ancora! Io son la vita!
Ne' miei occhi è il tuo cielo!
Tu non sei sola! Le lacrime tue
io le raccolgo!… Io sto sul tuo cammino
e ti sorreggo!
Sorridi e spera!… Io son l'amore!
Tutto intorno è sangue e fango?…
Io son divino!… Io son l'oblio!
Io sono il dio
che sovra il mondo scende da l'empireo,
fa della terra un ciel!… Ah!
Io son l'amore! Io son l'amor, l'amor."

As a humble tribute to the memory of this astonishing woman, whose voice will always be the Wondrous Voice, I just couldn't help being reminded of another high moment – in my opinion, one of the highest indeed! – in the History of cinema: Tom Hanks in Philadelphia – «Do you like Opera?»
Watch that unique scene again
here.

Hoje, pelas 23:30, a RTP2 transmitirá um documentário de cariz biográfico que, a julgar apenas pelas imagens de apresentação, se revestirá de grande interesse para o público em geral e, talvez ainda mais, para quem esteja menos familiarizado com a vida e a carreira da grande soprano.

RIC

8 comentários:

Catatau disse...

Adoro esta mulher (ainda por cima é parecida com a minha comadre)!
Era uma emocional, uma fêmea de paixões por tudo o que fazia na vida (a minha comadre também é assim, rsrsrsrs). A sua voz, sem ser das mais melodiosas, era das mais sentidas: visceral.
Tenho algumas coisas dela em cd que são um mimo. :)

RIC disse...

Olá João!
Cá nos reencontramos!
Também a acho parecida nesta foto com alguém que me diz muito...
Podemos ouvir algumas/muitas vozes de cantoras e identificar uma, algumas, muitas ou mesmo todas. Mas, se no meio delas estiver a Callas, não há como não identificá-la! Como dizes, não será das mais melodiosas, mas é portentosa ao ponto de nos agarrar por dentro!
«Do I need say more?...» Rsrs!
Também eu tenho algumas preciosidades dela e tenho-a ouvido de novo bastante nestes últimos dias. E tem-me reconfortado bastante!
Como é que uma mulher destas morre reclusa de um apartamento em Paris?...
Um abraço! :-)

Special K disse...

Olá meu amigo já estava a estranhar esta pequena ausência, ainda mais porque sabia que não ias deixar passar em claro os 30 anos da morte da grande diva.
Confesso que nunca tinha ouvido esta ária que escolheste nem muito menos conhecia o compositor. Após uma pequena pesquisa descobri com alguma surpresa que a mesma aparece numa cena do filme Philadelphia.
Fazes uma boa pergunta: Como é que uma mulher destas morre reclusa num apartamento?

RIC disse...

Olá caro Paulo!
Presumo que tenhas entretanto lido que esta ausência foi forçada... Imponderáveis da vida...
Não te teria incomodado se não fosse esta a minha clara intenção. Mas estava a ver que o imponderável poderia transformar a minha intenção em nada...
Tanto quanto tenho presente o que fui lendo, Callas gostava particularmente de cantar esta ópera; o porquê escapa-me.
A reclusão foi de anos...
Em «Philadelphia» é um clímax com uma força e um desempenho muito difíceis de descrever... E aquela cena do filme continua a mexer muito comigo...
Espero que o festival de cinema continue a teu contento e desejo-te mais bons momentos até dia 22!
Abraço! :-)

r.porter disse...

Olá Ric,
"Callas Forever" como o filme e hoje faço questão de me sentar a ver o documentário.
Ontem deliciei-me (novamente) com a sessão de cinema na RTP1, palavras para quê? e voltei a chorar.
Que chorona! rsrsrs
Quanto ao meu "prognóstico laboral" de Domingo, acertei na mouche. Estou a pensar por a render o meu dedo que adivinha, o que pensas?
Beijinho
Yo

RIC disse...

Olá minha querida Yo!
Estou a ver: já sei a que horas te encontrar. Para mim, tudo bem; para ti, só perturbação...
Quanto a ontem, achei-me de repente previsível: desmanchei-me nos dois momentos que me vieram à memória logo no início do filme, tal como aconteceu no cinema... (Um dia destes, proíbo-me em definitivo de ir ao cinema...)
Chorona? Pois... Guarda bem o estatuto, não vão outros reivindicá-lo... Rsrsrs!
Ainda estou sob o efeito do documentário... Meio confuso, meio anestesiado, mais uma vez com um punhado de perguntas sobre o género humano, a maior parte delas sem resposta convincente... O final perturbou-me bastante. Como é que tudo o que é vestígio físico, material, de uma tão grande mulher é feito desaparecer como se a intenção fosse fazê-la desaparecer também de vez?...
Mas dizes muito bem: Callas Forever!
Quanto a pôr o dedinho a render, espero que tenhas sucesso no negócio! Rsrs! Mas duvido que haja muitos interessados... A não ser que tentes os mercados internacionais! Rsrsrs!
Até muito breve e beijinhos! :-)

M disse...

Ola Ric. She was a great singer.

RIC disse...

Hello dear M.!
Oh yes, she was indeed! I believe there's only another voice that has also (but not equal!) a great impact on me nowadays: Cecilia Bartoli! I adore her baroque repertoire!
By the way, from now on your «M» on my blog will stand for «Musician»! It's only fair! D'accord? :-)
Friendly greetings!