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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

«Would you reveal your intentions?...»


Sometimes I wish I had paranormal powers!

Ever since I returned to the blogosphere last November, something strange has been intriguing me quite a lot.

Every single day – weekends included – someone somewhere in MOUNTAIN VIEW, California, apparently with some kind of relation to Google, has been scrutinizing De Viris Pulchris et Aliis several times per day.

Whether I hold something against it? Well, I really don’t know… A blog is a public place indeed, at least the way I conceive it. But I also consider to be quite odd/weird that someone is constantly going through the blog archives, and each day “selects” different materials. And the purpose is? I couldn’t say…

Is anything going on one should really know about?

Or… Perhaps the problem is just me: I’ve never liked being watched from afar. And I do feel something not quite right about it. All I can do is hope I’m wrong.


Oh yes, how did I get this piece of information? Sitemeter, of course.

RIC

domingo, 25 de dezembro de 2011

A Merry Little Christmas...


Celebrar o Natal...
Reunir família e amigos de sempre...
Prolongar a Consoada pela noite dentro, enquanto presentes e lembranças vão passando de mão em mão e os que se julgavam esquecidos ficam surpreendidos com o inesperado...
Encetar conversas, desabafos, confissões, agradecimentos e desculpas há muito pensados, mas apenas possíveis naqueles instantes (quase) mágicos, em que todos parecem partilhar o mesmo estado de espírito e a mesma disponibilidade para uma maior intimidade...
Formular votos e desejos para que as mudanças que sempre nos afectam nos tragam dias mais luminosos e noites mais aconchegantes...
Enfim, sermos de novo mais humanos...

Para todos vós, um muito feliz Natal!

Have yourselves a merry little Christmas now!
Make the Yule-tide gay...

RIC

domingo, 6 de novembro de 2011

De volta ao Mundo! | Back in the world!


Phoenix reborn

A todos vós, as minhas mais cordiais saudações!

Qual pássaro renascido das próprias cinzas, eis-me de volta à blogosfera e ao nosso Universo. Finalmente! E com muita alegria!

Muitas e copiosas águas fluíram sob todas as pontes do mundo.

A Terra, no seu sempiterno rodopio, girou mais quatro (!) vezes em torno do seu bem-amado Sol, e eu com ela, entretanto, mergulhei de cabeça em mais uma dolorosa catábase que quase fazia de mim refém do Hades. Não sou Orpheu, não pretendia resgatar nenhuma Eurídice, mas atravessei anos de chumbo. E - admito-o hoje - bem poderia não ter regressado...

Uma crise aguda de psoríase é em si já um suplício que baste. Não poder usar as mãos nem assentar os pés é já tortura diária bastante para quem se vê aprisionado numa armadura de pele que teima em se renovar a uma velocidade desvairada. Mas o tormento é elevado à máxima potência quando há que sair do casulo doméstico para as consultas médicas e os tratamentos: ao virar a primeira esquina, alguém se cruza connosco, faz um esgar de repulsa e lança-nos um olhar de desprezo, como se estivesse a ser obrigado a partilhar o passeio público com um leproso... Tomar um transporte público é ideia ingénua, mas logo abandonada... Não fosse alguém lembrar-se de exigir a evicção... Um táxi terá de ser a solução, mais cara, é certo, mas bem menos deprimente. Entrar num café para uma bica e uma água (ao balcão!) vem-nos à mente já como uma vaga possibilidade ou um delírio inconsequente... E, pouco a pouco, sorrateiramente, a depressão vai-se assenhoreando de nós. Como resistir-lhe? Dificilmente. Tudo (ou quase) concorre contra nós. Sair de casa torna-se, pois, o desafio supremo que não queremos de todo enfrentar.

Apesar de todos os programas de televisão, de todas as reportagens, de todos os artigos de imprensa, de todos os dias mundiais da psoríase, de toda a divulgação médica, em regra os portugueses continuam iguais a si próprios: olimpicamente ignorantes e ferozmente discriminatórios. «Ah isso diz você, que não se pega. Sei lá eu?!» Eis a douta resposta que qualquer concidadão é capaz de formular. Cada vez é mais triste ser português...

E a depressão aprofunda-se. E leva-nos ao limiar da existência. E a nossa casa transforma-se na nossa leprosaria particular. E ninguém (ou quase...) quer saber o que lá se passa. E assim bem podem transcorrer meses, que depressa se acumulam em anos...

A salvação vem quando menos se espera. E de quem não se imaginaria. A surpresa boa tem o incrível efeito de contribuir de imediato para as melhoras gerais. E aos poucos vamos recuperando a nossa dignidade.


Just like a phoenix reborn, here I am back again. Finally! I never suspected it would take me such a long time to get better.

First of all – and before it slips my mind – I want to thank from the heart to all of you who were worried about me and left all those attentive commentaries. Thank you so very much!

I’m not yet sure whether I’ll be able to blog again as often as I used to, at least in the near future. I still have to undergo a series of time spending treatments. But I’ll do my very best. That’s for sure!

I hope you are all quite well and wish you all the best.

Best regards!

RIC

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Divirtam-se! | Have fun!

Fiquem todos bem, minhas caras e meus caros!
Até breve! – C'est la vie
Prometo!


I wish you all, dear blogger friends, the very best!
I'll be away for a while; I'll be back as soon as possible.
Promise!

RIC

domingo, 7 de outubro de 2007

Astrological charts...


«Your battle cry is Peace and harmony at all costs. You generally have good taste in music, art and literature. At times you can be vain and lazy…

You require strenuous situations in order to grow and mature properly, even though you try to avoid them. Affectionate, even-tempered and slow to anger, when you do become emotionally upset, you are also slow to forgive, and time must pass before your calm returns.

Very loving and affectionate, you prefer a steady, patterned way of life. Patient, calm and steadfast, you are not easily upset. You tend to be a slow starter and a slow mover – others may try to rush you, but they will never succeed. Emotionally, you are quite stubborn – your attitudes about people and things were firmly set in your youth and will change very little as an adult.

Very quick-witted, you are known for being an independent thinker. At times, however, you act too fast on hastily formed opinions and thus waste a lot of energy defending your rash and sometimes incorrect conclusions. It is perfectly acceptable for you to defend your beliefs with your usual vigour.

You are friendly, warm and open-minded toward others. You love variety in relationships, indeed you may even prefer to maintain more than one relationship at a time…

Your moods are very important to your overall well-being. You are confident and self-assertive when you are feeling cheerful, and you are retiring, irritable and grumpy when you get depressed about anything. Very sensitive, you wear your heart on your sleeve. You are easily angered whenever you think someone has affronted you. You're extremely loyal and defensive of your family, neighbourhood, community and culture.

You love to dig deep beneath surface appearances in order to find out what is really happening. A persistent researcher, you are very interested in the psychology of any situation. You must learn to try to communicate as best you can because what you know is really very valuable to others.

Very serious-minded and mature, you have the ability to take on responsibilities and to carry out important duties. A good organizer, you are the ideal one to be counted on to take a clearly defined project through to its logical conclusion. An achiever, you pride yourself on your ability to focus your attention totally on some worthy goal and then attain it.

You demand complete and total freedom of self-expression. You want to make your mark in the world according to your own lights and will accept no interference from traditional authority figures. You are honest and forthright, but a bit offbeat and eccentric. The lack of self-discipline may hinder you from reaching your goals as quickly as you would like.

You find it very difficult to be comfortable being alone – you would much prefer to be in an environment where many people are working together toward common goals. You have the gift of being able to ease tensions just by your mere presence. You're the perfect team player willing to sacrifice your own importance so that the group goal can be accomplished. But you have personal private needs too that should not be neglected…»


Here are the results of an astrological séance…
Even if I don't care much for astral charts and horoscopes and stuff of the kind, I do admit, however, the conclusions in this report do strike me as quite accurate… So I guess this is another open window onto me. Enjoy the glimpse!

RIC

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Da existência…


Morte e Vida

De um para o outro extremo
Existo.
Duro.
Vivo sendo até à morte.
Existo durando até estar morto.
Um, o caminho.
O outro, a espera.

É a hora.
Aninho a cabeça entre a plumagem
Do dorso da grande ave cega.
Ela voará.
Não saberei nunca para onde
Por matérias, moléculas, átomos, partículas
Cargas, energias, plasmas, cordas e lacetes
E por tudo o mais que houver e não houver.

Por todo o lado há negros sorvedouros
Que transmudam ledas vidas
Em mestas passagens.


Das areias por um sopro de vida resgatado

Sempre que se é morto sem porquê

O fim do caminho vem entrando pela última noite dentro.
Aquieta-se o corpo, ainda intranquilo.
Eterno o indiferente vaivém do mundo tomado nas mãos
Quebrado, esfarelado, arremessado ao acaso de ritos.

Não rebentam bombas em mercados.
Caem olhares no chão cheios de pudor.

A cortina vítrea da boca de cena aprisionou há muito
Pulsos abertos e veias cortadas e sangue a jorros
Com lágrimas que caem.
A cortina é baça.
O pulsar é lento.

Na madrugada marcial
A luz cortante exibe a poça fria
Do sangue e das lágrimas
Da carne retalhada
Da dor desprendida
Da vida
Na casa jazigo.

RIC

terça-feira, 18 de setembro de 2007

«Quiseram chamar-me Fernando»

A janela do meu quarto dá para uma rua
Onde carros continuam a passar
Todos os dias
Todo o dia.
Gente que fala são vozes que ouço.
Gente que caminha são passos que ressoam.
Chaves que tilintam são portas que se abrem.
Tal como na tua rua
Como no teu tempo.
Igual monótono.

Olho em frente e há uma tabacaria
Onde todos os dias entram e saem
Outros Esteves muitos.
Os filhos, os netos, os bisnetos.
Igual monótono.

Eu que não sou Fernando mas estive para ser
Também digo pensar com o coração
Sentir com a razão
E escrever prosas que não são versos.

Deve ser isto assim
O ser parte da humanidade.
Mais um grão de areia soprado para a engrenagem
Que um dia há-de expeli-lo.
Tu saíste em trinta e cinco
Eu entrei em cinquenta e nove
Nesta nossa Lisboa ainda a mesma
Na mesma língua que ainda hoje doce dura.

Em caixas sobrepostas há gente a escrever versos alinhados
Na correnteza de vagões do teu comboio de corda.
Versos à beleza deste espaço onde vivos fazem vidas
Em jazigos para vivos
Geometricamente empilhados em talhões bairros
Horrores de arquitectura.

Quem dera um suave desígnio
Nesta desvairada trucidação de susto e ânsia
Que nos disseram à chegada
Que era a vida.

RIC

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ponto de ordem

«Soyez donc résolus à ne plus servir et vous serez libres.»
«Decidi-vos a não servir mais e sereis livres.»
Étienne de La Boétie

«If you've had enough, don't put up with his stuff, don't you do it.
If you've had your fill, get the check, pay the bill, you can do it.
Tell him to just get out.
Nothing left to talk about.
Pack his raincoat, show him out.
Just look him in the eye and simply shout.
"Enough is enough!"
I want him out,
I want him out that door now.
"Enough is enough!
Goodbye mister!"»



Da verdade existem tantas facetas quantas as bocas que dizem proferi-la, uma óbvia evidência que, ainda assim, passa despercebida a muitos que se consideram e dizem atentos.

Desde que, em Julho do ano passado, criei este blogue, ele tem sido um espaço de liberdade para mim e para todos aqueles que por aqui têm passado. Uns estiveram apenas de passagem, outros chegaram e ficaram, outros ainda estiveram e partiram. E é assim que deve ser, na minha opinião.

Contar-se-ão pelos dedos de uma mão aqueles com quem estabeleci qualquer outro tipo de contacto que não o que ocorre nesta página e na de comentários, a que sempre fiz, faço e farei questão de responder.

Não busquei, não busco nem buscarei qualquer outro tipo de relacionamento com os bloguistas que têm vindo a integrar a lista de contactos (blogroll) da barra lateral, ela própria reflexo das mudanças inerentes a tudo o que depende da livre vontade de cada um.

A invocação da amizade por dá cá aquela palha não me diz rigorosamente nada. As amizades constroem-se a partir de duas bases; não surgem do nada por obra e graça do espírito santo, ou apenas porque a palavra é utilizada num sentido performativo que, obviamente, não tem.

Nunca fiz, não faço nem jamais farei parte da corte de ninguém. Nem na realidade real, nem aqui, na realidade dita virtual. Afirmo claramente no meu perfil que sou um outsider, um marginal assumido, no tocante a espíritos de capelinha, a joguinhos de poder, a clubes de fãs mais ou menos fidelizados, a estratégias infantis de reinação.

Nada disso me interessa. Nunca me interessou.

Prezo a minha liberdade acima de tudo e reservo-me todo o direito de comentar o que eu quero, onde eu quero, como eu quero e quando eu quero.

Não tomo lições de absolutamente ninguém no que a esta minha forma de estar na blogosfera diz respeito. De igual modo, prezo a liberdade dos outros e, por isso, entendo que cada um comenta – ou não – aquilo que muitíssimo bem entende e lhe apetece comentar. Não faço disso qualquer questão e não vou por isso nem elogiar nem perseguir seja quem for. Com quase meio século de vida, já tenho muito boa idade para ter algum juízo. E sensatez. E discernimento.

Exijo, isso sim, ser absolutamente respeitado por quem quer que aqui chegue e queira fazer parte deste pequeno grupo de convívio. Já o disse várias vezes e parece-me que nunca será demais repeti-lo, sobretudo – e lamentavelmente – no que concerne o sector luso da blogosfera: a pedra de toque de todo o relacionamento humano é o respeito. Quem o quer para si tem de o dar. Não há nenhum outro caminho. Não há quaisquer toleranciazinhas que mascarem esta evidência.

Durante alguns meses após a sua criação, este blogue permaneceu ausente do circuito nacional. Depois, por circunstâncias várias, acabou por nele entrar. No cômputo geral, tem sido uma agradável e recompensadora experiência. Porém, não me sinto – nem estou! – de todo amarrado a coisíssima nenhuma. Se considerar que deverei regressar ao modelo inicial, fá-lo-ei sem quaisquer hesitações.

Não serei aqui refém de nada nem de ninguém. E não voltarei a este assunto. Considero-o um desperdício de tempo e de energia.

Estejam todos, pois, muitíssimo à vontade para chegar, para ficar e também para partir.

A vontade de cada um de vós é soberana. A minha também.

A liberdade tanto é vossa quanto é minha.

Disponham sempre!

RIC

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Um recado – muito – importante!


Recentemente, Bill Gates fez uma alocução numa escola secundária sobre onze factos que os alunos não aprenderiam – nem aprenderão! – na escola.

Referiu como as pedagogias lúdicas, politicamente correctas, criaram uma geração de indivíduos sem nenhum conceito da realidade, e como essa falácia os armadilhou para o falhanço no mundo real.

Regra 1: A vida não é justa: habituem-se à ideia!

Regra 2: O mundo não quer saber da vossa auto-estima. O mundo espera que vocês realizem algo ANTES de se sentirem bem convosco próprios.

Regra 3: Não vão ganhar mil euros por mês (*) mal saiam da escola secundária; nem serão vice-presidentes com telefone no carro enquanto não tiverem merecido ambos.

Regra 4: Se pensam que o vosso professor é duro e exigente, esperem até terem um patrão!

Regra 5: Servir hambúrgueres não belisca a vossa dignidade. Os vossos avós tinham uma palavra diferente para servir hambúrgueres: chamavam-lhe oportunidade.

Regra 6: Se fizerem asneira, a culpa não é dos vossos pais; portanto, nada de lamúrias sobre os vossos erros; aprendam com eles!

Regra 7: Antes de vocês nascerem, os vossos pais não eram tão chatos como são agora. Começaram a sê-lo por pagarem as vossas despesas, por limparem a vossa roupa e por vos ouvirem dizer que vocês é que são fixes. Assim, antes de quererem salvar a floresta equatorial de parasitas da geração dos vossos pais, tentem desparasitar os roupeiros dos vossos quartos.

Regra 8: A vossa escola pode ter abolido vencedores e vencidos, mas a vida NÃO. Em alguns casos, até as reprovações foram abolidas, e vocês têm TANTAS VEZES quantas quiserem para dar a resposta certa. Isto não tem a mínima semelhança com QUALQUER COISA na vida real.

Regra 9: A vida não se divide em períodos. Não há Verões inteiros de férias, e muito poucos empregadores estarão interessados em ajudar-vos a ENCONTRAREM-SE. Façam isso no vosso tempo livre.

Regra 10: A televisão NÃO é a vida real. Na vida real, as pessoas têm realmente de sair do café e ir para os seus trabalhos.

Regra 11: Sejam simpáticos para com os marrões. É altamente provável que acabem por trabalhar para um deles…

(*) Adaptação à realidade portuguesa.

Se concordar, faça circular este recado.
Se tiver filhos em idade escolar, faça-os lê-lo.
… E, já agora, por ter podido lê-lo, agradeça ao seu professor...

Encontrará o texto original
aqui.

Thank you so very much, dear M.!

Traduzido por RIC

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

«Are we succumbing to sex?»...

GAAN WE AAN SEKS TEN ONDER?
Seks: de lasten van de lust


Nederland is de meest geseksualiseerde samenleving ooit.
De bezorgdheid neemt toe, toch lijkt een moreel verval uit te blijven.
Feministen, conservatieven, moslims en sociaal- en christen-democraten spannen samen.
Zij keren zich tegen overdadige erotiek die de moderne mens zou doen ontsporen.
Maar is de vermindering van seksuele repressie niet vooral een zegen?
En moet onze seksshop niet verdedigd worden tegen de boerkaliefhebbers?
Jeroen Dijsselbloem heeft het niet makkelijk. Het spraakmakende Kamerlid van de PvdA beziet met permanente verontrusting de zedelijke ontwikkelingen in Nederland. Bijvoorbeeld de groeiende populariteit van porno op mobiele telefoons.
Scholieren zouden tegenwoordig 'massaal' naar blote mensen op hun gsm kijken. 'Dat is weer een voorbeeld van de huidige verslapte seksuele moraal,' vertelde Dijsselbloem vorige maand aan "Het Parool". 'Ik maak me daar grote zorgen over.'
Eerder sprak hij al in vermanende bewoordingen TMF en MTV toe.
De muziekzenders laten in de ogen van Dijsselbloem te veel blote (negerinnen) billen zien.
Het seksisme in de videoclips geeft een volstrekt verkeerd voorbeeld van de manier waarop mannen met vrouwen omgaan.
Het beschavingsoffensief van Dijsselbloem is opmerkelijk.
De laatste decennia liet de PvdA het ethisch reveil graag aan de confessionele partijen over.
In hun zorgen staan de sociaal-democraten zeker…

ELSEVIER - Omslagartikel

ARE WE SUCCUMBING TO SEX?
Sex: the burdens of lust


The Netherlands is the most sexualised society ever.
Concern increases, but a moral decline seems to stay away.
Feminists, conservatives, Moslems, and Social and Christian democrats conspire.
They turn themselves against excessive erotic which would do modern people go off the rails.

But isn't the reduction of sexual repression especially a blessing?
And don't our sex shops have to be defended against burkha lovers?

Jeroen Dijsselbloem doesn't have it easy. The talked-about Member of Parliament of the 'Partei van de Arbeid – PvdA' (Dutch Labour Party) considers the moral developments in the Netherlands with permanent distrust. For example, the growing popularity of porno on mobile phones.
Schoolboys nowadays look 'massively' at naked people on their GSM. 'That is an example of current slackened sexual morality,' told Dijsselbloem previous month to "Het Parool". 'I am deeply concerned about that.' Earlier he had already addressed TMF and MTV with admonishing words.
In the eyes of Dijsselbloem, the music senders show too much naked (black) buttocks.
Sexism in the videoclips gives a totally twisted example of the way men relate to women.
The civilising offensive of Dijsselbloem is remarkable.
In the last decades the PvdA gladly left the ethical awakening to the confessional parties.
In their cares the social democrats stand certain…

ELSEVIER - Cover article

Translated by RIC

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Da pausa necessária...

«O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.»

Álvaro de Campos



ENCERRADO TEMPORARIAMENTE

TEMPORARILY CLOSED

FERMÉ PROVISOIREMENT

VORÜBERGEHEND GESCHLOSSEN

PROVVISORIO CHIUSO

VOORLOPIG GESLOTEN

ΚΛΕΙΣΤΌΣ ΠΡΟΣΩΡΙΝΆ

TILLFÄLLIGT STÄNGT

OHIMENEVÄ SULJETTU

terça-feira, 24 de julho de 2007

Silly season at its best! Boring as hell…


The silly season is the period lasting for a few months (starting in mid- to late summer) in the United States, the United Kingdom and Australia, typified by the emergence of frivolous news stories in the media.

This term was known by the end of the 19.th century and listed in the 2.nd edition of "Brewer's Dictionary of Phrase and Fable" and remains in use at the start of the 21.st century. The 15.th edition of Brewer's expands on the 2.nd, defining the silly season as "the part of the year when Parliament and the Law Courts are not sitting (about August and September)".

Typically, the latter half of the summer is slow in terms of newsworthy events. Newspapers as their primary means of income rely on advertisements, which rely on readers seeing them, but historically newspaper readership drops off during this time when in the UK, Parliament takes its summer recess, so that parliamentary debates and Prime Minister's Questions, which generate much news footage, do not happen.

To retain – and attract – subscribers, newspapers would print attention-grabbing headlines and articles to boost sales, often to do with minor moral panics or child abductions. Other countries have comparable periods, for example the "Sommerloch" (summer hole) in Germany and "Mätäkuun juttu" (rotten-month feature) in Finland.

Wikipedia (abridged and adapted)

In Portugal, one would tend to see this period as an absolute void.
Nothing happens (or seems not to happen), everyone heads for the very same places, newspapers and "heart"/socialite magazines "offer" whatever they can come up with to ensure a minimal amount of "readers": slippers, handbags, beach towels, "shades", skin protectors, you name it…
Even the national part of the bloggosphere seems to have been deserted. Many diligent bloggers just vanish for a while, but some of them seem not to resist that drive that takes them to a near cybercafé to have a look at what others keep on posting. I believe they read as many posts as they can, but just don't have the time or the home comfort to comment.
Living in Lisbon turns into some kind of a short staying in paradise: much less cars, much less people, and great opportunities to enjoy evening/night cultural life.
Well, it's not so bad after all…
Enjoy it lavishly if you happen to be around!

RIC

quinta-feira, 19 de julho de 2007

«De distinctionibus et catenis...»






A blogosfera também tem destas coisas – distinções e cadeias. E quando menos se espera, dá-se uma reviravolta de atenções, os olhares seguem noutras direcções e o que parecia distante torna-se próximo.

O André Benjamim escolheu-me (há que tempos… As minhas sinceras desculpas pela desatenção!) para citar os últimos cinco livros que li, e passar a palavra a outros bloguistas.
Respondo muito agradado.

As minhas leituras mais recentes têm sido sobretudo releituras:

- Bernardo Soares, O Livro do Desassossego, Lello & Irmãos
- Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão, Europa-América
- Lawrence Durrell, The Alexandria Quartet, Faber fiction classics
- Maria Belo, Filhos da Mãe, Edeline
- Pierre Janton, L'Espéranto, Presses Universitaires de France

Por uma questão de correcção não quero, neste caso, quebrar a cadeia, pelo que muito respeitosamente passo a palavra a:

Luís
Manuel B. S.
Maurice
Paulo
Oz

Quando já tinha esta resposta quase pronta, outra novidade me chegou do André Benjamim. Desta feita, trata-se da nomeação "MomentUS de Excelência". Pela atenção a este blogue que a dita revela, os meus sinceros agradecimentos!

Considero que a importância principal destas distinções reside sobretudo no facto de com elas se estreitarem laços entre bloguistas que, em princípio, têm algo comum entre si. E isto é, a meu ver, muito positivo e, portanto, louvável.

Também neste caso devo proceder à passagem do testemunho. Como na blogosfera leituras e escritas andam geralmente de mãos dadas (sem que isto constitua regra, bem entendido), nomeio os bloguistas acima referidos. Não posso saber o que cada um pensa deste tipo de cadeias ou correntes e só posso desejar que não me levem a mal por os chamar assim à liça…

Os respectivos blogues são bem mais do que o resultado de leituras e de escritas, bem entendido, e também outros poderiam de igual modo ter sido nomeados. Não há, pois, nesta nomeação lugar para méritos e/ou deméritos. Não se trata – nem de perto nem de longe! – de uma avaliação. É tão-só e apenas a minha escolha, com toda a carga subjectiva inerente.
Abraços amigos para todos! Adoro a vossa companhia! :-)

RIC

terça-feira, 10 de julho de 2007

The Thinking Blogger Award


«I've chosen as my first nominee, a gentleman from Lisbon, Portugal, my dear friend Ric of "De Viris Pulchris et Aliis". Ric has introduced me to a world of literature, art, music, history and of course the beautiful country where he resides, Portugal. Ric writes in several languages but English and Portuguese dominate. I truly admire and respect Ric.»


These are the words I came across tonight when I visited my dearest friend Don. A moving moment indeed…

I'm honoured to have been nominated for the "Thinking Blogger Award" by one of my dearest blogger friends – Don of "
Dondon009" – whom I met some months ago in a quite distant place from both our homes…
Don is indeed one of the "natural" members of the "Happy Few Club" I love so much.

In Don's own words, he writes "about life, love and loss. I write about fear and anger. I write against hypocrisy, bigotry, discrimination and intolerance. My blogmasters include an eclectic mix of sometimes brilliant, sometimes witty, always interesting men and women of all ages, races and sexual orientations. I wouldn't live my life any other way!"

Besides the aesthetic exquisiteness he's always in search of for his blog (which means it is always a unique adventure "going over" to Florida and finding great new changes), Don also presents a personal look into historical, political, and social matters – that really matter! Oh yes, and diviiine eye candies too, every now and then!
Thank you so very much, dear Don, for your beautiful friendship!

As thinking is something you generally do in your own native language, I now have the pleasure of nominating five bloggers who usually post in Portuguese. And the nominees are:

1. Leo Carioca at "
CECG&B";
2. Luís at "GayFEEL";
4. Pinguim at "whynotnow";
5. Special K at "O Melhor dos Dois Mundos".

Each one of you makes me think differently.
Each one of you gives me new perspectives to think the world we live in.
Each one of you knows how to draw my attention to subjects I might not happen to consider otherwise.
At least for these reasons I do thank you all so very much for being now part of my daily set of references.
"Go spreading the news!"


[1. If you get tagged, write a post with links to five blogs that make you think.
2. Link to this post so that people can easily find the exact origin of the tag.
3. Proudly display the ‘Thinking Blogger Award’ with a link to the post that you wrote.]

Best wishes!
Felicidades!

RIC

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Duas anedotas que me levaram às lágrimas!

Num primeiro dia de aulas numa escola americana dos EUA, a professora apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, vindo do Japão. A aula começa e a professora:
– Vamos lá ver quem sabe História americana. Quem disse: 'Dê-me a liberdade ou a morte'?
Silêncio total na sala, apenas Suzuki levanta a mão:
– Patrick Henry, em 1775, em Filadélfia!
– Muito bem, Suzuki! E quem disse: 'O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se'?
Suzuki vendo que ninguém dizia nada:
– Abraham Lincoln, em 1863, em Washington.
A professora olha para os seus alunos e diz:
– Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre História americana que vocês!
Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo:
– Japonês filho da p*ta!
– Quem foi?! A professora grita. Quem foi que disse isso?!
E Suzuki novamente:
– George Bush Pai, ao Primeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tóquio, em 1991.
Um dos alunos diz então:
– Chupa-me o pau!
E a professora, irritada:
– Acabou-se! Quem disse isso agora?!
E Suzuki sem hesitações:
– Bill Clinton à Mónica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997.
Então, outro aluno diz lá do fundo:
– Suzuki de m*rda!
E Suzuki responde:
– Valentino Rossi, no Grande Prémio de motos de velocidade, no Rio de Janeiro, em 2002.
A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta abre-se e entra o director que diz:
– Mas que m*rda vem a ser esta?! Nunca vi uma confusão destas!
E Suzuki, bem alto:
– Mariano Gago para José Sócrates em 2007, após ter recebido o relatório da inspecção feita à Universidade Independente.

Um bebedolas entra num bar e pede, ao balcão, três cafés.
– Três cafés?! Pergunta, atónito, o empregado.
– Sim, um para mim, outro para ti e outro prá p*ta da tua mãe!
No dia seguinte, o mesmo bebedolas repete o mesmo pedido, no mesmo café e ao mesmo empregado:
– Três cafés…
– Três?…
– Sim! Três! Um para mim, outro para ti e outro prá p*ta da tua mãe!
Desta vez, o empregado passa-se, sai do balcão, agarra no bebedolas e dá-lhe uma sova e peras. No dia seguinte, todo entrapado, o bebedolas vai na mesma ao café, dirige-se ao balcão, e o empregado, com um sorrisinho cínico, pergunta-lhe:
– Então, três cafezinhos, não é verdade?
– Não! Responde o bebedolas. Só dois. Um para mim e outro prá p*ta da tua mãe! Para ti não, que o café altera-te o sistema nervoso…

Publicadas por Bernardo Moura em
Cuaoléu, Um blog despido.
(Há lá mais!…)

Obrigado, Bernardo, por estes hilários momentos!


Estava bem precisado, depois dos sustos internéticos de ontem… Já começava a convencer-me de que ia ficar sem ligação até à próxima semana por um motivo qualquer que ninguém me soube explicar, técnicos incluídos… Enfim, Portugal…

RIC

domingo, 24 de junho de 2007

... What now?...


«Semina arenæ mandare.»
Semear na areia...
Seeding on sand...

RIC

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Homossexualidade e Igreja Católica

O que pretendo aqui tratar pouco ou nada tem que ver com a realidade portuguesa no que concerne o estrito facto de se ser homossexual e católico. Tenho lido e conversado o suficiente sobre o assunto, tenho deparado com posições muito diversas – das mais extremadas às mais conciliatórias –, e para quase todas elas consigo encontrar no meu íntimo as plausíveis explicações e as cabais justificações.

Neste espaço da blogosfera já fui acusado de não querer encarar a evidência de que muitos homossexuais são católicos.
Nada menos correcto.
Que eu diga de mim próprio que abandonei há longos anos o catolicismo, que deixei de ser praticante e que não me revejo em dogmas e preceitos da Igreja não implica necessariamente que seja obtuso ao ponto de não aceitar e de não compreender que um homossexual seja católico. Talvez sinta cada vez mais dificuldades em fazê-lo (problema meu), mas respeito as convicções dos outros, desde que não seja confrontado com proselitismos. Bastaram-me e sobejaram-me os políticos…
Creio dever introduzir aqui uma tripla distinção que tenho feito e que me tem norteado nas minhas atitudes relativas ao religioso lato sensu, a saber:

i) Deus – o plano da fé, individual, psicológico;

ii) Igreja enquanto 'eclésia', a comunidade dos crentes – o plano social;

iii) Igreja enquanto instituição hierarquizada – o plano político.

Quanto ao primeiro, nada tenho a dizer. Trata-se do mundo interior de cada um, fruto da educação recebida, das vivências, do percurso de vida, das convicções sedimentadas, da visão do mundo e da vida, da morte inclusive.

Quanto ao segundo – do qual me afastei por ter deixado de ser praticante –, tenho sobretudo sentimentos e pensamentos ambivalentes. E creio que ainda bem que assim é. Se em algumas paróquias – não posso dizer se muitas se poucas – vai despontando nos respectivos párocos alguma vontade (muita ou pouca, não sei; dependerá da consciência de cada um deles) de integração, acompanhamento e aconselhamento aos homossexuais, malgré tout, nas outras não creio que os homossexuais que as frequentam se sintam acolhidos de alma e coração na plenitude do seu ser. Provavelmente sacrificarão uma coisa a outra.
A comunidade dos crentes – na qual há muito não me revejo – é mentalmente estereotipada. Ou nos enquadramos a 100% no modelo e seguimos o cânone à risca, ou a exclusão – implícita ou explícita – é a consequência de se querer ser 'diferentemente' católico. Não há qualquer espaço para idiossincrasias, para quaisquer 'heterodoxias'. Nunca poderia sentir-me bem onde não sou plenamente bem-vindo.

Quanto ao terceiro, manifesto a minha frontal oposição. É sobretudo aqui que considero que a troca de ideias é particularmente relevante, já que não tenho qualquer intervenção no plano social, do qual estou fisicamente afastado.

O pontificado de Bento XVI tem vindo a revelar-se consentâneo com o que era já expectável desde que foi eleito. As suas atitudes e posições não me têm surpreendido. Não entrarei aqui em considerações de cariz teológico, primeiro porque não sou versado no assunto e não quero induzir ninguém em incorrecções; segundo porque me interessa sobremaneira a dimensão política da Igreja e as suas relações com os poderes instituídos, políticos e outros. Eis três factos – entre outros a que poderei voltar mais tarde – que considero particularmente nefastas à Igreja.

1. Em celebrações eminentemente internacionais/multiculturais dever-se-á privilegiar o uso do Latim como língua franca.

2. Os membros das organizações que se sintam identificados com os princípios católicos devem retirar o seu apoio à Amnistia Internacional.

3. Jamais se verificou uma tão perfeita sintonia entre o papado e uma administração norte-americana, republicana ou democrata.

Pelo que me tem sido dado observar, prevalecem entre nós, portugueses, ainda resquícios de uma mentalidade 'secretista', que leva muitos a pronunciarem-se sobre questões do foro religioso ao abrigo do anonimato. Confesso que me custa a perceber, quando é certo que tabus é o que menos vai havendo na blogosfera e atendendo ainda à baixa média etária da maioria dos bloguistas. Mas vícios mentais são vícios mentais, passe a tautologia.


Esta é uma praça também adequada a um Gay Pride.
O local em si não difere de muitas outras praças por esse mundo fora, onde ocorre um pouco de tudo o que caracteriza o ser humano na sua radical imperfeição.
Se sob as colunatas de S. Pedro se aprazam encontros – amorosos, libidinosos ou pecaminosos, não me interessa o qualificativo – entre eclesiásticos e não eclesiásticos, como um estudante alemão de Teologia comprovou há anos e disso deu testemunho escandalizado no Der Spiegel, é assunto que talvez devesse preocupar mais as autoridades do Vaticano. A mim, interessa-me muito pouco ou nada, conquanto esteja consciente de que é, mais uma vez, a imagem do topo da hierarquia que fica posta em causa.

Em vida de João Paulo II, muito provavelmente, não teria escrito este texto. Porquê? Tão-só porque coração e razão só muito raramente se dão o braço...

RIC

terça-feira, 12 de junho de 2007

«The Special One»...

"Please don't call me arrogant, but I'm European champion and I think I'm a special one", he said…
Nice, huh?

José Mourinho [ʒu'zɛ mo'ɾiɲu] – José Mário dos Santos Mourinho Félix – was born on January, 26.th 1963 in Setúbal and is the current manager of Premier League club Chelsea, London.



He is considered to be one of the best coaches in Europe, having won four consecutive league titles and also the UEFA Champions League and the UEFA Cup with F.C. Porto.

Mourinho's playing career consisted of a few generally unsuccessful spells at small clubs, and his clear aptitude is his impressive managing and organisational ability. He has a degree in Physical Education, specialising in sports methodology, and worked as a high school coach.

After low-key backroom jobs at Estrela da Amadora and his hometown club Vitória de Setúbal in the early 1990s, Mourinho soon earned the nickname "tradutor" – translator –, when he worked with Sir Bobby Robson as his interpreter at both Sporting Lisbon and then F.C. Porto.

Mourinho's undoubted confidence and personality helped him get beyond his original role, as he began to participate actively in coaching sessions and management meetings.

He has publicly stated that he wishes to run the Portuguese national team at some point in his career. At the match that gave him his second title with Chelsea, Mourinho wore a Portugal scarf and said at the press conference:


"It means I am Portuguese. I wouldn't put on the scarf of another country. I can smell, feel in my country, there are still a few rats waiting to celebrate my mistakes. But when I think of the other 10.5 million Portuguese working all over the world (!) I know what I mean to them. I know they are proud of what I am doing."

However, there is at least one aspect of his meteoric, solar career, which he's definitely not the best in the world at: he's not the foreigner who's best at speaking English.

Whenever I get to listen to his statements – and rantings – at press conferences I cannot help but smile in a self-confident condescending way… Yes, sinful, I know… But so much bravado, so much machismo, so much closed-up faces, so much deadly fixed eyes, in short, so much southern European irreverence awkwardly put into Shakespeare's language do not come my way at all. Then again, I've never been much into football either… One thing follows the other, I guess…

Some of his bombastic sentences have already made me burst into laughter and brought tears to my eyes quite some times, so funny he can truly be! He's one of those guys who wouldn't ever mimic the British R. P. accent for anything in this world for deep inside he considers it as not being mannish enough… Intelligent, huh? Just by the way, I had quite a hard time to find out these smiling faced photos… Most of the time he looks as if "everyone owed him money and no one was paying him back" (Portuguese proverb depicting a solemn, irritated face).


So he willingly and determinedly keeps on speaking English with that strong Portuguese prosody (that sounds so dreadful in English!) and that ever so poor syntax, as if he had just learned it from a 'Teach Yourself' book and were not living in England at all.

For two consecutive years – 2004 and 2005 –, Mourinho was named the world's best football coach by the International Federation of Football History and Statistics.
No doubts about this either! And you?...

RIC (with some help from Wikipedia)

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Em Greve. On Strike.


… Por motivo de súbito e temporário surto de fúria maníaca.


… Due to a sudden, temporary episode of maniac fury.

terça-feira, 29 de maio de 2007

I. Fui galardoado!…







Primo, manda a boa educação que se agradeça uma distinção recebida. Assim, meu caro Bernardo Moura, aqui torno público o meu agradecimento por te teres lembrado particularmente de mim, quando em «tua casa» (cuaoleu.blogspot.com) recebes tantas visitas tão ou mais merecedoras do que eu… Muito obrigado!

Secundo, não me tendo na conta de ser especialmente aguerrido nas minhas convicções e nos pontos de vista que defendo, reconheço que, quando me agarro a um assunto, é mesmo para pegar o touro pelos cornos. (Salvo seja, que nada tenho nem quero ter que ver com tauromaquias!) Assim, talvez entenda melhor as razões do Bernardo.

Tertio, e de acordo com o regulamento do galardão, devo agora nomear cinco blogues que, na minha modesta opinião, deverão ser distinguidos. Antes de fazê-lo, porém, e à guisa de declaração de voto, faço notar que há muitas formas de exibir os ditos «cujos»: da mais explícita à mais subtil; bastam, às vezes, poucas palavras, uma imagem ou uma canção para suscitar uma polémica necessária e bem-vinda.

… And the balls go to…

- Carioca (contigo, o prémio torna-se lusófono)
- Luís (pela divulgação elegante do que muitos preferem calar/ocultar)
- Maurice (pela facilidade da palavra que desnuda assuntos reservados)
- Thiago (com o devido respeito, assenta-te que nem uma luva)
- Tongzhi (atribuição matematicamente previsível)

… E exibam-nos com orgulho e altivez!

RIC